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As 10 dioceses de SC indicaram que o atual coordenador regional, padre Almir permaneça no serviço (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/CNBB Sul 4)

Cerca de 60 delegados do XXIII Encontro Estadual da Pastoral Carcerária (PCr) em Santa Catarina, realizado em Florianópolis, 25 a 27, aprovaram a criação de um grupo de trabalho para analisar casos de violações dos direitos dos presos e dos agentes da pastoral, que frequentemente são impedidos de entrar nas unidades prisionais. Os delegados também elegeram a nova coordenação regional.

No prazo de 30 dias, os coordenadores diocesanos devem encaminhar por escrito as principais demandas em relação a situação dos presídios, como dificuldade de acesso pela pastoral e casos de tortura. As informações serão apresentados à Defensoria Pública para que sejam viabilizados encaminhamentos concretos. Também participam da iniciativa advogados ligados à pastoral.

No “Ano Santo da Misericórdia”, em 2016, a pastoral celebrará o “Jubileu dos Presos” no contexto da agenda de desencarceramento defendido pela Pastoral Carcerária, no país. “Foram apresentadas várias propostas, entre elas um abaixo-assinado pela anistia de alguns presos, a luta contra o encarceramento em massa e a busca de apoio do clero à pastoral ou que, pelo menos, durante o ano visitem um presídio”, explicou o coordenador estadual da PCr, padre Almir José de Ramos.

Também aprovaram a organização de conferências livres nas prisões, em parceria com a Pastoral da Juventude, que levantarão propostas para 3ª Conferência Nacional de Juventude, em dezembro.

Por consenso, o atual coordenador regional foi indicado para permanecer no serviço por mais dois anos, o que deverá ser confirmado pela presidência do Regional Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Os delegados também escolheram os líderes para os comitês de trabalho, assessoria e vice-coordenador.

— Nós esperamos avançar cada vez mais nos trabalhos da PCr. Queremos implantar a pastoral nos presídios onde ela ainda não existe, retomar as visitas às dioceses para dialogar com os bispos e os padres e visitar os estabelecimentos prisionais. Outra proposta para esta nova coordenação, é aumento do número de agentes de pastoral —, explicou padre Almir.