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Cerca de 200 famílias chegaram por volta de 2h20 da manhã na Reserva Nacional de Chapecó. (Sandra Mara Mohr/Desacato.info)

Em nota divulgada hoje, 08, dom Odelir José Magri, manifestou solidariedade às 200 famílias acampadas na Reserva Nacional de Chapecó, desde o dia 04. O bispo conclamou as paróquias e comunidades cristãs participarem de “campanhas de arrecadação de alimentos, roupas e cobertores, especialmente para as crianças”.

Dos 1200 hectares entre os municípios de Chapecó e Guatambu, 400 são cobertos por matas nativas, que a diocese considera “imprescindível que continue como área de preservação”. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) reivindica os outros 800 hectares, para substituir o atual plantio de pinos pelo de alimentos agroecológicos.

A nota explica que a maioria das famílias “é oriunda de municípios da região e membros de nossas comunidades cristãs”. A presença de jovens é marcante mas ali “também estão pessoas idosas e crianças na busca de realizar o sonho de muitas de nossas famílias”. Para o dom Magri, esta luta é a tradução das palavras do papa Francisco: “nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra e nenhum trabalhador sem direitos”.

Terão que sair

No mesmo dia, a Justiça em Chapecó deu prazo de 20 dias para fim de ocupação, além disso as famílias também não podem mais cortar as árvores, não podem construir novas barracas e o acampamento não pode receber mais pessoas. O MST informou que irá negociar com o Governo uma área para transferência dos acampados.