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A Arquidiocese de Maringá emitiu uma nota à imprensa, hoje (16), para questionar a proposta da Prefeitura da cidade de instalar uma usina de incineração dos resíduos sólidos urbanos, através parceria público-privada, para produção de energia elétrica.

De acordo com o texto, “ouvidos esclarecimentos de Cientistas, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Estadual e de Movimentos Sociais, concluímos não ser recomendável a utilização de tecnologia de incineração”. Arquidiocese vê prejuízo social dos trabalhadores da reciclagem, além dos graves e irreversíveis danos à saúde dos seres vivos, em especial das pessoas.

Citando a Campanha da Fraternidade deste ano que aborda a Saúde Pública, a instituição recorda que “a Igreja tradicionalmente tem-se mostrado sensível à necessidade de cuidar do meio ambiente e da saúde”. Neste sentido recomenda que os “cidadãos não devem permitir que, num Município nacionalmente conhecido como ‘Cidade Verde’”, para que a política de queima do lixo aconteça “em detrimento da não geração, redução, reutilização, reciclagem e compostagem”, cujo apoio é previsto em lei municipal.

O prefeito Silvio Barros (PP), que não conversou com a arquidiocese, declarou que na democracia “eles têm a liberdade de pensarem o que quiserem” e garantiu que está a prefeitura irá esclarecer o projeto aos eleitores.

Padre Orivaldo Robles, porta-voz da arquidiocese, esclareceu que o posicionamento contrário à incineração surgiu depois que representantes da Igreja participaram do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania em que se discutiu os problemas que podem resultar da instalação da usina.