Representantes dos organismos do Povo de Deus da Igreja no Brasil (Conselho Nacional do Laicato do Brasil,  Conferência dos Religiosos do Brasil, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Comissão Nacional de Presbíteros e Comissão Nacional de Diáconos) apresentaram uma série de  proposições e, em seguida, a assembleia de participantes do encontro também ofereceu sugestões.

O arcebispo metropolitano de Goiânia (GO), primeiro vice-presidente da CNBB e coordenador da Comissão Brasileira para o Jubileu da Esperança, dom João Justino de Medeiros Silva, lembrou que o Jubileu não é um acontecimento paralelo, mas integrado à caminhada das igrejas locais, da Igreja no Brasil e  no mundo.

A religiosa das irmãs passionistas e assessora da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Zirlaide Barreto Mendonça, lembrou que o tema do Jubileu 2025 vem ao encontro do tema do Congresso dos 70 anos da CRB Nacional, que ocorrerá em Fortaleza, no Ceará, de 30 de maio a 02 de junho de 2024: “CRB 70 Anos: Memória, Mística, Profecia e Esperança”.

A religiosa ressaltou importância de construir processos na celebração para o Jubileu e ressaltou que CRB se propõem, na dimensão da esperança e misericórdia, a promover a defesa da vida e a aproximação das realidades individuais e comunitárias que precisam de reconciliação; o trabalho em rede, a propagação dos valores do reino, a proteção as pessoas vulneráveis e um estilo de vida sinodal.

O presidente da Comissão Nacional dos Diáconos (CND), o diácono José Oliveira Cavalcante,  deu ênfase à dimensão de processos formativos para os diáconos e suas famílias a partir do tema do Jubileu. Já o presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), padre André Luiz do Vale, sugeriu que a vivência do Jubileu, para os presbíteros, ocorra nas atividades que já estão programadas e que os presbíteros possam incentivar e ajudar as pessoas “este tempo de graça e misericórdia.

A presidente do CNLB, Sonia Gomes, ressaltou que não precisa inventar nada de novo, mas sim oportunizar a partir do que já é realizado, com criatividade, com ênfase na perspectiva da esperança. Sonia lembra que o laicato tem a missão de, como testemunhas de Jesus Ressuscitado, “ser presença de esperança, de modo especial junto às pessoas abatidas, cansadas, sobrecarregadas e feridas e também reencantar as lideranças leigas, redescobrir a alegria da missão”. Ela finalizou afirmando que “o peregrino da esperança vai aonde a vida está ameaçada” e que o laicato é convidado e “ser guardião da esperança”.

Dom João Justino, por fim, destacou que ser missionário implica em ser peregrino da esperança e motivou a Igreja no Brasil a intensificar os “anúncios” da beleza da família, da vida e do voluntariado; valorizar a festa e o lúdico, saber partilhar as alegrias do que temos, resgatar o sentido genuíno do encontro; favorecer a dimensão cultural, das artes; anunciar a consolação, diante dos sofrimentos das pessoas; o anúncio da dimensão da fé, do diálogo ecumênico; e o anúncio de esperança nas realidades socioeconômica e ecológica.

A mesa foi concluída com a escuta de sugestões da assembleia e as perspectivas para a realização do Jubileu 2025 “Peregrinos de Esperança”.

Com colaboração de Osnilda Lima – assessora da Comissão de Comunicação da CNBB
Equipe de Comunicação do “Encontro Preparando o Jubileu 2025”