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O 4º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas realizado em João Pessoa, Arquidiocese da Paraíba, entre os dias 11 e 17 de julho de 2022, teve como tema “Missão ad gentes na formação de seminaristas” e o lema “Sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (At 1,8). O evento é organizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e pela coordenação nacional dos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISE).

O evento contou com a presença de representantes de todos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Entre eles: 322 seminaristas diocesanos e religiosos, bispos, padres, religiosos e representantes de diversos organismos da Igreja. Do Regional Sul 4 estavam presentes os seminaristas Bruno Wensing Moraes, Diocese de Tubarão; Gabriel Naffin, Diocese de Rio do Sul; William Vinicius Preto, Diocese de Chapecó e Padre Itamar Belebom, Diocese de Chapecó.

Durante o encontro, os seminaristas estudaram temas que ajudam a refletir a animação missionária na formação e na vida dos futuros padres. Os estudos tiveram como eixo central o pedido do Papa Francisco: por uma Igreja missionária, sinodal e em saída. Entre os conferencistas, estavam presentes Padre Dinh Nhue Nguyen OFMConv, secretário geral da Pontifícia União Missionária em Roma; Irmã Regina da Costa Pedro PIME, superiora provincial das Irmãs da Imaculada; Dom Luiz Fernando Lisboa CP, Bispo de Cachoeiro de Itapemirim (ES) e Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Abaixo segue depoimentos dos congressistas do Regional Sul 4:

Para Bruno Wensing Moraes:

“A participação contribuiu para a formação pessoal. Uma grande mudança de paradigmas nos foi apresentada, da concepção do fazer missões para o ser missão. Sendo a Igreja em sua essência, missionária, cabe agora a cada um de nós congressistas assumir a própria vida como missão, na ousadia e humildade de discípulos missionários, ser no mundo portadores de uma promessa e testemunhas do ressuscitado”.

Gabriel Naffin diz que:

“O congresso ajudou a despertar ainda mais a consciência da necessidade de reavivar a alma das pessoas por meio da missão, onde dispomos do conforto a fim de ir ao encontro e testemunhar nosso Senhor Jesus Cristo. É fato que muitas pessoas não conseguem ter um padre semanalmente em sua comunidade, então se faz interessante alguém que vá e testemunhe Cristo, por meio da ação missionária”.

William Vinicius Preto fala que:

“O Congresso propiciou-me a fortalecer o ardor missionário, para abrir os horizontes na perspectiva de que somos convidados a responder o nosso chamado de Deus para a Igreja Universal. Um aprendizado que trago é que enquanto batizados somos consagrados à missão. Por mais que as realidades locais sejam, também, chão missionário, sempre se faz necessário ir além. Pois, ‘quem dá do pouco que têm receberá em abundância’” (2Cor 9,6).

Padre Itamar Belebom ressalta que:

“Ter participado do Congresso foi, sem dúvida, uma das melhores experiências já vividas. Digo isso por duas situações: a primeira é que, na missão de formador dos seminaristas, ajudar eles a crescerem sempre mais no espírito missionário e a viverem a suas vidas guiados por este jeito de ser. E em segundo lugar que esse Congresso possibilitou, através do riquíssimo conteúdo, aprofundar o conhecimento sobre a missão, mas também a inserção na experiência missionária realizada nas comunidades da Arquidiocese da Paraíba, conhecendo e se encantando com toda aquela realidade. Essa experiência junto ao povo de João Pessoa/PB despertou, aguçou e fez crescer o desejo de viver, mais concretamente o chamado missionário”.

A Carta-Compromisso, divulgada no encerramento do Congresso, contém alguns compromissos que foram assumidos: “valorizar esse tempo de estudo e formação; estar atentos à realidade eclesial e social, iluminando-a e transformando-a com espírito missionário renovado; ser dócil ao Espírito para deixar-se configurar a Jesus; dedicar no conhecimento dos documentos missionários da Igreja; pesquisar e conhecer melhor a vida e obra dos missionários(as) ad gentes que vieram trabalhar no Brasil. Seguindo o que ensina a Ratio Fundamentalis (RFIS, 123), estar disponível para o serviço da Igreja, pois os seminaristas diocesanos e religiosos, devem estar ‘dispostos, caso lhes venha a ser pedido ou se eles mesmos o desejarem, a colocarem-se ao serviço específico da Igreja Universal ou de outras Igrejas particulares com generosidade e dedicação’”.

 

Por CNBB Sul 4 - Imagens cedidas pelos participantes