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“Francisco vai, repara a minha casa que, como vês, está em ruínas”. No espírito de São Francisco, o Papa convida jovens empreendedores e economistas, para juntos pensarem uma economia que seja mais justa, fraterna e sustentável. O objetivo é construir novos caminhos para os problemas estruturais da economia mundial. Em síntese, o propósito do Papa Francisco é que no mundo haja uma economia socialmente justa, economicamente viável, ambientalmente sustentável e eticamente responsável. No Brasil, o movimento se chama “Economia de Francisco e Clara”.

A Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara – ABEFC definiu 10 princípios que serão o fio condutor para a construção da “Economia de Francisco e Clara”. São eles: “Cremos na ecologia integral; Cremos no desenvolvimento integral; Cremos em alternativas anticapitalistas; Cremos nos bens comuns; Cremos que “tudo está interligado”; Cremos na potência das periferias vivas; Cremos na economia a serviço da vida; Cremos nas comunidades como saída; Cremos na educação integral e Cremos na solidariedade e no clamor dos povos”.

Gabriela Consolaro Nabozny, formadora Nacional do JUFRA e integrante da Articulação Brasileira pela Economia de Francisco. Apresentando a EFC na 54ª ARP | Foto: Jaison Alves da Silva

Para Eduardo Brasileiro e Gabriela Consolaro Nabozny, em artigo publicado na Revista “Vida Pastoral”, da Editora Paulus, número 344, “as propostas da Economia de Francisco e Clara precisam ser enraizadas e interiorizadas nas comunidades, precisam pulsar no mesmo ritmo que as ações pastorais, para que as práticas, fortalecidas, possam representar a sobreposição ao individualismo. Esse objetivo se concretizará apenas com a potencialidade da educação popular e com a urgência da educação ecológica, linhas mestras capazes de romper com o ciclo de perpetuação da negligência egoísta (LS 36), voltando o olhar e as práticas para o comunitário e para o cuidado com a casa comum”.

Neste contexto, a ABEFC propôs a construção de “‘Casas de Francisco e Clara’, espaços físicos que, no meio das comunidades, podem fazer ressoar os ideais das novas economias, organizar o povo que quer um mundo novo e melhor e educar para a ecologia integral, tudo isso amparado em espiritualidades plurais e libertadoras. Como forma de enraizar essa proposta, não é necessária a estrutura completa de uma casa, mas apenas um lugar que, materialmente, possa abraçar as potencialidades brotadas nos territórios, a fim de criar pontes entre as experiências emancipadoras existentes e as pessoas que almejam efetivar novas práticas relacionais e economias” (BRASILEIRO e NABOZNY, Revista Vida Pastoral).

Em Santa Catarina, a primeira “Casa de Francisco e Clara” fica localizada em Florianópolis, na comunidade do Monte Serrat, no maciço do morro da Cruz. O objetivo é “Difundir, fomentar e articular o chamado do Papa Francisco em Santa Catarina para tornar realidade a Economia de Francisco e Clara em nossos territórios, comunidades, bairros e cidades”.

Na 54ª Assembleia Regional da CNBB Sul 4, foi apresentado propostas para a realização da Economia de Francisco e Clara nas (Arqui)Dioceses:

  • Falar da temática para as comunidades por meio das homilias;
  • Em cada (Arqui)Diocese uma ou mais pessoas responsáveis por pensar a EFC a partir das atividades locais desenvolvidas;
  • Elo entre a equipe regional de articulação e as (Arqui)Dioceses;
  • Pessoas envolvidas em algum projeto em sintonia com EFC, pessoas interessadas, ou aquelas que se enquadram como destinatários(as) do chamado do Papa – até 35 anos, ativistas, acadêmicos, empreendedores;
  • Apresentar possibilidades, acompanhar dificuldades e sugerir aprimoramentos nos projetos;
  • Realizar os fóruns de discussão permanente;
  • Gerar movimentações nas (Arqui)Dioceses (incidência nos conselhos econômicos a partir da proposta da EFC);
  • Rodas de conversa e formações;
  • Identificar os projetos já existentes alinhados com a proposta da EFC.

Nesse sentido, em sintonia ao encontro da juventude da Economia de Francisco em Assis – Itália, que acontecerá entre os dias 22 e 24 de setembro de 2022, a equipe de articulação no estado propõe que seja divulgado e usado nas celebrações do 26º Domingo do Tempo Comum os materiais que seguem abaixo.

Sugestão para Liturgia 1

Sugestão para Liturgia 2

Por CNBB Sul 4