Na segunda-feira, 20 de maio, a Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB realizou uma reunião remota com os bispos referenciais e os coordenadores das comissões regionais de liturgia. Um dos principais objetivos da Comissão Episcopal é o acompanhamento da vida litúrgica da Igreja no Brasil, sobretudo, em unidade com os diversos regionais.

A reunião teve como principal pauta a partilha dos “Assuntos de Liturgia” discutidos na 61ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, a recepção positiva da Terceira Edição Típica do Missal Romano nas comunidades e nos regionais, as perspectivas da a Comissão Episcopal de Textos Litúrgicos (Cetel) e os desafios da liturgia dos regionais nos três setores.

Para o bispo de Bonfim (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia , dom Hernaldo Pinto Farias, a retomada desses encontros é muito positiva e contribui para a partilha das perspectivas, dos desafios e dos projetos comuns. O assessor do Setor Música Litúrgica, padre Jair Oliveira Costa, observa que a dimensão de articulação com os regionais permite perceber o alinhamento com a Comissão de Liturgia da CNBB, sobretudo  no tema da formação.

O assessor do Setor Pastoral Litúrgica, frei Luís Felipe Marques salientou que que o momento é de alinhamento e que as propostas da Comissão da CNBB e as propostas do regional precisam ser partilhadas, discernidas e discutidas na busca da unidade. Para ele, a reunião foi bastante positiva e contou com a participação de quase todos os regionais.

Dom Hernaldo ao apresentar os “assuntos de liturgia” da 61ª AG, reforçou sobre a arte de celebrar e a necessidade de se observar mais a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR). A Liturgia manifesta, por gestos e palavras, a Igreja como corpo místico de Cristo, através da diversidade de ministérios.

Convém, portanto, que seja valorizada a pluralidade de serviços rituais que a Celebração Eucarística exige; e que, cada um exerça aquilo e, somente aquilo que lhe compete na ação ritual, de tal forma que nenhuma função se concentre na pessoa de um ou outro ministro (cf. SC 22). Na conclusão da reunião, considerou-se a necessidade de mais encontros remotos com os regionais e estabeleceu uma reunião presencial em Brasília para 2025.