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Cardeais foram escolher Papa “no fim do mundo”, disse o Papa Francisco  na primeira aparição pública com a bênção aos fiéis na Cidade do Vaticano. Dom Jorge Mario Bergoglio é o primeiro latino-americano a assumir o cargo. A eleição aconteceu depois de cinco rodadas de votações em um conclave dois dias.

Bergoglio é um religioso da Companhia de Jesus e foi o arcebispo da Arquidiocese de Buenos Aires de 28 de fevereiro de 1998 até a sua eleição. É cardeal desde 2001.

Em 2010 ele afirmou que a adoção de crianças por gays é uma forma de discriminação contra as crianças, o que lhe valeu uma reprimenda pública por parte da presidente argentina Cristina Kirchner. Três anos antes, ele criticou a distribuição de renda no subcontinente, durante encontro dos bispos latino-americanos.

— A injusta distribuição de renda persiste, criando uma situação de pecado social que clama aos céus e que limita as possibilidades de uma vida plena para muitos de nossos irmãos — afirmou.

Ele tem raízes italianas e estudou na Alemanha. Como jesuíta, e tem ligação com o movimento internacional “Comunhão e Libertação”. Chegou a discursar algumas vezes no grande encontro anual do grupo, em Rimini, na Itália.

Em 2001, como arcebispo, visitou um sanatório para lavar e beijar os pés de 12 portadores de AIDS. O argentino também já disse que preferia que a Igreja fosse à rua, ainda que exista riscos.

— A verdade é que, quando se sai às ruas, como fazem todos os homens e mulheres, acidentes acontecem. No entanto, se a Igreja se fechar em si mesma, se torna ultrapassada. Entre uma Igreja que sofre acidentes lá fora e outra adoecida pela autorreferência, não tenho dúvidas em preferir a primeira.