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Em documento final da 18º edição Acampamento Terra Livre (ATL), mais de 8 mil lideranças de 200 povos indígenas, vindos de todas as regiões do país, destacam a união, o movimento e luta dos povos indígenas. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e de suas organizações regionais, o evento foi realizado de 4 a 14 de abril, com o tema “Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política”.

“Viemos a Brasília para colorir a capital federal de urucum e jenipapo, com as múltiplas cores de nossos cocares e para demonstrar ao país e ao mundo que, assim como aprendemos com nossos ancestrais, seguimos e seguiremos juntos, resistindo contra os distintos projetos de extermínio que as elites, donos ou representantes do capital e seus sucessivos governantes e aliados no Poder Legislativo têm articulado contra nós ao longo desses 522 anos”, lista o documento publicado na quinta-feira, 14, durante o enceramento do ATL 2022.

“É preciso interromper esses processos de destruição e morte”, destacam os indígenas, fazendo referência ao aumento da violência contra seus territórios e corpos, também a política anti-indígena adotada pelo governo de Jair Bolsonaro e pelo Congresso Nacional. Destacam também “pontos para uma Plataforma Indígena de Reconstrução do Brasil”, descritos em cinco grandes eixos:

Eixo 1 – direitos territoriais indígenas – demarcação e proteção aos territórios indígenas já!;

Eixo 2 – retomada dos espaços de participação e controle social indígenas;

Eixo 3 – reconstrução de políticas e instituições indigenistas;

Eixo 4 – interrupção da agenda anti-indígena no congresso federal;

Eixo 5 – agenda ambiental.

O documento do ATL 2022 traz um chamado aos todos povos, organizações e lideranças “para trabalharmos permanentemente pela unidade nas nossas lutas, respeitando a nossa diversidade, de modos de vida diferentes marcados pelos distintos acontecimentos que as políticas e práticas coloniais e neocoloniais promovidas pelos invasores e que nos impactaram ao longo da nossa história”.

Confira o documento na íntegra, ou acesse:

Por CNBB com informações do Conselho Indigenista Missionário