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Além das questões religiosas, o atual momento político fará parte das discussões. O destaque é o papel do cristão leigo na Igreja e na sociedade. (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/Agência CNBB Sul 4)

Em Aparecida, no interior de São Paulo, os bispos iniciaram a 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o tema “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade. Sal da terra e luz do mundo”. Cerca de 320 bispos participam do encontro.

— Nós esperamos muito que a Assembleia ajude a valorizar e apoiar, cada vez mais, a vocação e a missão dos leigos e leigas, porque necessitamos muito e não pode haver uma Igreja sem a participação efetiva dos cristãos leigos. Não pode haver sociedade justa e fraterna se os leigos e leigas não forem sal da terra —, apontou o arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, dom Sérgio da Rocha.

Na primeira entrevista coletiva da assembléia, dom Roberto Ferrería Paz destacou que Concílio Vaticano II,  os 25 anos da encíclica de são João Paulo II, Christifideles laici, e a exortação apostólica Evangelii Gaudium são as motivações do tema central.

— Se propõe um laicato que seja sujeito, um laicato em saída e que tenha protagonismo na Igreja e na evangelização —, afirmou.

O momento político atual e as eleições municipais serão temas a serem abordados em declarações da Conferência. Adiantando o tema, dom Paz comentou que a situação está “bastante polarizada ou radicalizada na política, especialmente no âmbito da internet e das redes sociais”, o que pode afetar as eleições municipais deste ano, com a ampliação de votos em branco e votos nulos. Para ele, é necessária a promoção do “reencantamento pela política” e o resgate da participação dos cristãos no âmbito municipal.

Outros assuntos que preocupam os bispos envolvem com as alterações no quadro religioso do Brasil, suas causas e componentes deste processo; a questão indígena no Brasil, com as dificuldades na demarcação de terras; e a conjuntura nacional, sobre a qual será divulgada uma declaração da Assembleia a respeito.

As análises e propostas acontecem até dia 15, quando a Assembleia Geral será encerrada.