A CRB foi fundada em 11 de fevereiro de 1954, no Rio de Janeiro, durante o Congresso Nacional dos Religiosos. É uma organização religiosa de pleno direito canônico que congrega as ordens religiosas, congregações e institutos de vida religiosa consagrada. Em seus 70 anos, a CRB tem desempenhado um papel fundamental na vida da Igreja e na sociedade brasileira, atuando nas mais diversas frentes de trabalho pastoral e social.

Na manhã do penúltimo dia da Assembleia, os bispos brasileiros iniciaram o dia com a Celebração Eucarística presidida por Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus (AM). Durante a homilia, Dom Leonardo destacou a importância da CRB, afirmando: “Nesta celebração rendemos graças pelos 70 anos da CRB. Os religiosos se fazem presentes no Brasil desde a chegada dos europeus.

A vida religiosa é a visibilização na Igreja do quanto o Pai atrai em Jesus”. Segundo o arcebispo, “com a CRB fazemos memória do testemunho do ‘atrai’ do Pai (Cf. Jo 6,44-51), recordamos a mística da gratuidade, agradecemos a profecia da vida religiosa e desejamos que ela continue a ser sinal de esperança”.

Concluiu afirmando que “os 70 anos é um convite para reconhecer que a vida religiosa consagrada é a expressão da força atrativa de Deus e da correspondência ao amor atrativo. A Igreja no Brasil se une na gratidão às religiosas e aos religiosos para renovar a graça da missão recebida: continuar a viver a liberdade do Evangelho, ser a presença do Reino de Deus em todos os espaços e geografias que o Espírito enviar”.

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Ano Jubilar

Irmã Eliane Cordeiro, presidente da CRB Nacional, convidada a participar da Assembleia Geral compartilhou sua alegria e gratidão ao celebrar os 70 anos da CRB. Segundo ela, é “com profunda alegria e entranhável ação de graças à amada Trindade, sob o olhar carinhoso da nossa Mãe Aparecida e em comunhão com a Igreja do Brasil, nós podemos exclamar com muita força e gratidão: CRB, Conferência dos Religiosos do Brasil, 70 anos de história de serviço de doação entregue e generosa, no cuidado, na defesa e promoção da vida, sobretudo de tantos irmãos e irmãs empobrecidos, vulneráveis, marginalizados em nosso país”.

Irmã Eliane, recorda que a CRB está vivenciando o Ano Jubilar em preparação ao Grande Congresso da Vida Consagrada. Para celebrar este evento tão especial, os religiosos e religiosas do brasil escolheram quatro palavras muito significativas: memória, mística, profecia e esperança.

Na coletiva de imprensa das 10h, dom Ângelo Ademir Mezzari, bispo auxiliar de São Paulo (SP), destacou que “a história da CRB teve início com a chegada dos jesuítas junto com os portugueses, se expressando em muitas obras de evangelização na Igreja do Brasil.” Dom Ângelo destacou a importância de celebrar os 70 anos para “fazer uma memória da história” de homens e mulheres que “professam os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, vivendo a experiência de fé de um carisma e uma missão, concretizada na vida fraterna em comunidade e na espiritualidade.” Os religiosos e religiosas estão presentes em todas as realidades da evangelização, enfatizou o bispo, que é religioso Rogacionista.

Além disso, dom Ângelo também falou sobre a importância de recordar a profecia da vida religiosa e promover a presença dos religiosos em diversos campos e realidades. Os 70 anos da CRB também trazem à tona a esperança, em vista do Jubileu 2025, “Peregrinos de esperança”, mostrando que “há esperança para a vida religiosa consagrada, mesmo diante da crise vocacional, tocando o coração das novas gerações para que possam se consagrar a Deus”.

O bispo Rogacionista recordou o Congresso da Vida Religiosa, com o tema “Memória, profecia e esperança”, que será realizado de 30 de maio a 2 de junho em Fortaleza e contará com mais de 700 participantes de todo o Brasil. Concluiu afirmando: “Este evento será um momento de celebrar a rica história da CRB e fortalecer o futuro da vida religiosa consagrada”.

Em um vídeo institucional em comemoração aos 70 anos da CRB, a organização dos religiosos e religiosas no Brasil, destacou a importância do trabalho realizado ao longo de décadas e a relevância de sua missão para o futuro da Evangelização e da Igreja no Brasil.

Com colaboração padre Tiago Síbula (Comissão para a Comunicação da CNBB) - Comunicação 61ª AG CNBB