Em Caçador, encontro para estudo dos documentos do papa Francisco

Para dom Severino Clasen, a igreja ainda está "muito para dentro e o Papa Francisco nos empurra para fora". (Ana Paula Araújo/Pascom)
Para dom Severino Clasen, a igreja ainda está "muito para dentro e o Papa Francisco nos empurra para fora". (Ana Paula Araújo/Pascom)
O encontro destacou sua humildade, suas propostas, seu apelo a uma Igreja em Saída, que anda para as periferias

No “Encontro de Estudo dos Documentos do papa Francisco”, 30 e 31, em Caçador, padre José Artulino Besen, indicou que a geografia do papa Francisco é periférica e missionária.

Besen avaliou que “talvez o maior gesto do papa seja tornar visível a misericórdia de Deus aos homens de hoje”. Isto é traduzido expressões como “hospital de campanha”, deve receber e acolher a todos e, primeiramente, cuidar das feridas.

— O acolhimento é o ponto principal de Francisco. Acolher o outro, ir ao encontro do outro. A pedagogia de ir, encontrar, e a pedagogia da acolhida. Não colocar condições para se dirigir a alguém e sim ir ao encontro dele —, pontuou.

A Igreja deve permanecer em estado permanente de missão, mas não como um projeto empresarial, nem um espetáculo, nem propaganda, mas sim o anúncio no Espírito Santo.

O dados apresentados no encontro mostram que a posição e os gestos do papa em favor da paz, da humildade e justiça social tornam Francisco popular. Em 2014 ele foi o mais procurado na internet com quase 2 milhões de buscas. Ele recebe 30 sacas de correspondências por semana, todas são abertas e respondidas. “Ele está na rede, mas não é virtual, sempre busca o contato físico e real, gosta de ser próximo”.

Documentos:

Carta Encíclica Lumen Fidei: publicada em 2013, é a primeira do papa Francisco, embora iniciada pelo seu antecessor, Bento 16, sobre a caridade e a esperança. A carta, dividida em quatro capítulos, aborda o tema da fé como luz, uma vez que “A luz da fé possui um caráter singular, sendo capaz de iluminar toda a existência do homem”, diz um trecho.

Carta Encíclica Laudato Si’: lançada em 2015, a segunda assinada por ele, trata sobre o cuidado da casa comum, reflete sobre o meio ambiente, e leva a pensar nos males provocados contra a mãe Terra. É um diálogo com a humanidade sobre o planeta. O papa critica os poderes econômicos que “continuam a justificar o sistema mundial atual, onde predomina uma especulação e uma busca de receitas financeiras”, e que “qualquer realidade que seja frágil, como o meio ambiente, fica indefesa face aos interesses do mercado divinizado, transformados em regra absoluta”.

Evangelii Gaudium, Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual: publicada no final de novembro de 2013. Nela o papa traça um programa do seu pontificado. Francisco convida os fiéis para uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria e indica caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos. O pontífice condena os excessos da ordem econômica global e propõe linhas mestras tanto para a difusão da mensagem cristã condizente com a época atual como para a reforma das estruturas eclesiásticas, dando maior ênfase às igrejas diocesanas.

Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris laetitia: publicado em 2016, este documento analisa a família à luz da Palavra de Deus e dá orientações pastorais para a formação de famílias sólidas, sob a perspectiva divina. “Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. Este exemplo mostra que devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa ser protegida”, diz um trecho do documento.

Saiba quais são os outros documentos publicados pelo papa no site do Vaticano.

Gestos históricos:

A primeira viagem, em 2013, teve como destino Lampedusa, ilha italiana no Mediterrâneo, ponto de passagem para milhares de imigrantes que tentam chegar à Europa. No local, é frequente a ocorrência de naufrágios. A simbólica viagem colocou os pobres e os excluídos no centro do seu pontificado e lançou um apelo à Igreja para que regresse à sua missão de os servir.

No ano seguinte, a convite de Francisco, o presidente de Israel, Shimon Peres, e o líder palestino, Mahmud Abbas, realizaram uma inédita oração conjunta pela paz no Oriente Médio, nos jardins do Vaticano.

Depois de uma visita a ilha de Lesbos, na Grécia, em 2016, o papa convidou doze refugiados sírios, incluindo seis crianças, para viajarem com ele para Roma. O Vaticano assumiu a responsabilidade em oferecer suporte a eles.

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