Diocese apresenta CFE 2016 à Câmara Municipal de Criciúma

"Como gestores, representantes do povo, vocês tem uma responsabilidade junto a quem vocês representam", lembrou padre Joel Sávio aos vereadores (Foto: Jessica Rosso/Câmara de Vereadores de Criciúma)
"Como gestores, representantes do povo, vocês tem uma responsabilidade junto a quem vocês representam", lembrou padre Joel Sávio aos vereadores (Foto: Jessica Rosso/Câmara de Vereadores de Criciúma)
A CF não é uma campanha restrita ao tempo quaresmal; é uma campanha permanente, de sensibilização, de levar as pessoas a pararem e pensar, disse padre Joel, coordenador de pastoral

Na terça-feira, 16, a Diocese de Criciúma apresentou o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, promovida pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), na câmara de vereadores de Criciúma. Com o lema “Casa Comum, nossa responsabilidade”, a iniciativa enfatiza o direito ao saneamento básico.

O Coordenador Diocesano de Pastoral, padre Joel Sávio, enfatizou que a questão envolve principalmente o Estado.

— Porque fizemos questão de estar com vocês nesta noite? Poderia ser muito fácil trabalhar apenas em nossas homilias, mas há uma responsabilidade. Como gestores, como representantes do povo, vocês tem uma responsabilidade junto a quem vocês representam —, disse o padre.

Ele pediu que os vereadores pensassem sobre pontos, “como está o plano municipal de saneamento básico? Como está sendo avaliado entre vocês a política nacional de resíduos sólidos?”.

Problemática complexa

Estudioso na área de Ciências Ambientais, o professor doutor Carlyle Menezes da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), ao explicar o tema, ponderou que as pessoas associam muito o saneamento básico apenas ao esgoto porém, na “questão dos resíduos sólidos temos problemas seríssimos para resolver aqui (em Criciúma)”.

Para Menezes, o desenvolvimento econômico não está orientado para a distribuição da riqueza e nem para a saúde da maioria da população.

— Santa Catarina é um dos estados mais degradados, em termos de saneamento: é o penúltimo no Brasil. Isso é uma contradição que nos chama atenção e nos convoca —, apontou.

Também professor na Unesc, Zeca Virtuoso, apontou que, segundo a Casan, apenas 26% da população de Criciúma é atendida pela coleta e tratamento de esgoto.

— Uma situação que não pode mais continuar. A questão do saneamento básico está diretamente ligada a todos os nossos problemas, inclusive à própria violência. Diariamente, a gente acompanha, pela imprensa, a morte de jovens e essas mortes estão ocorrendo em locais no entorno de nossa cidade para o qual o olhar público do Estado não chega —, analisou Virtuoso.

Para ele, esta CFE é oportuna para serem discutidas problemáticas relacionadas com o saneamento básico, como violência, saúde pública e ambiental. “Onde não há dignidade, não se constrói dignidade”, ponderou.

Entre os muitos pontos discutidos, os professores falaram ainda sobre a questão dos resíduos sólidos, além dos planos municipais de saneamento básico. “Qual de nós se preocupa em acompanhar para onde é que vai o nosso lixo? Devíamos nos preocupar com o aproveitamento. Estamos enterrando muitas coisas que são recicláveis” apontou Carlyle.

Os professores apontaram a necessidade de que os paradigmas da cidade. “Se nós não mudarmos o nosso modelo de sociedade, o nosso modelo de produção e de consumo, nós teremos, já neste século, o aumento de dois graus na temperatura”, alertou o professor Carlyle.

Com informações das assessorias de imprensa da Câmara de Vereadores de Criciúma e da Diocese de Criciúma

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