Estudantes Indígenas exigem fim de massacre no MS

"Já basta" gritaram os estudantes contra os atos de violência aos povos indígenas (Foto: Luciano dos Santos/Arquivo pessoal)
"Já basta" gritaram os estudantes contra os atos de violência aos povos indígenas (Foto: Luciano dos Santos/Arquivo pessoal)
Estudantes de todo o país reuniram-se em frente ao terminal de ônibus no final da tarde

Centenas indígenas participantes do III Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas, que termina hoje, 02, na UFSC, realizaram, ontem, um ato contra o massacre aos povos indígenas, no centro de Florianópolis, SC. Com o apelo “parem de matar nossos parentes”. Os indígenas exigem a demarcação das terras no Mato Grosso do Sul, onde 390 em 12 anos.

No panfleto distribuído em frente ao terminal de ônibus eles denunciam que aquele estado “é reduto da soja e não quer saber de dar terra para índio. Tudo pela ganância do lucro”. Ainda segundo o texto, eles “estão dispostos a dialogar”, mas também estão “prontos para a luta”.

Os indígenas locais, que acampavam nas margens de rodovias, decidiram entrar nas fazendas, para pressionar o Governo Federal a seguir “liberação do território”.

Em resposta à mobilização indígena, deputados estaduais ligados aos ruralistas, criaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), na Assembleia Legislativa. O organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é acusado de organizar os índios para as ocupações.

Na semana passada, o Regional Sul 4 (Santa Catarina) da CNBB divulgou nota em apoio ao CIMI e manifestou preocupação com a violência praticada contra os povos indígenas do Mato Grosso do Sul.

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