“CPI do CIMI”: Regional Sul 4 manifesta solidariedade à entidade na defesa dos indígenas

Organismo da CNBB espera que CPI evidencie os crimes cometidos pelo agronegócio e pelo estado sul mato-grossense (Foto: Arquivo/CIMI)
Questão indígena também tem viés negativo para indígenas em recentes iniciativas governamentais. (Foto: Arquivo/CIMI)
"Comungamos da mesma fé na força e resistência de todos aqueles que lutam pela vida, pela justiça e pela construção do Bem Viver", diz nota

A Assembleia Regional de Pastoral (ARP) do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou, em nota, esta semana, solidariedade ao Conselho Indigenista Missionário, alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, criada pelo ato 06/15, dia 22.

A nota lembra que o CIMI, organismo vinculado à CNBB, tem compromisso com a defesa dos direitos dos Povos Indígenas, que no MS, em 12 anos, sofreram com 585 casos de suicídio e 390 assassinados.

“A solução para tão grave problema social está na criação de uma CPI para investigar a ação missionária do CIMI que se coloca do lado desses povos sofridos?”, pergunta o documento. Também questiona a demora do Governo em regularizar as terras indígenas e indenizar os ocupantes de boa fé.

A moção de apoio foi aprovada, dia 19, em Lages, pelos bispos, padres, religiosos e leigos, delegados da 48a ARP, um dia depois que o requerimento da deputada Mara Caseiro (PTdoB) para a criação da “CPI do CIMI” foi aprovado. Para Caseiro, o organismo teria financiado e incitado invasões de propriedades particulares por indígenas em Mato Grosso do Sul.

Leia a nota na íntegra

MANIFESTAÇÃO DE SOLIDARIEDADE

Lages, 19 de Setembro de 2015

Os participantes da Assembleia de Pastoral do Regional Sul 4, reunidos em Lages, SC, nos dias 18 e 19 deste mês de Setembro, veem com preocupação e dor a violência usada contra os Povos Indígenas no Mato Grosso do Sul.

Como ficar indiferente diante do fato de que nos últimos 12 anos ao menos 585 indígenas cometeram suicídio e outros 390 foram assassinados nessa mesma região? Como concordar com quem “demoniza” pessoas e instituições que se solidarizam e defendem pessoas que se encontram em tanto desespero? A solução para tão grave problema social está na criação de uma CPI para investigar a ação missionária do CIMI que se coloca do lado desses povos sofridos? Por que é tão lenta a ação do Governo em regularizar as terras indígenas e de indenizar os ocupantes de boa-fé?

Desejamos manifestar nossa solidariedade com o CIMI e sua causa no compromisso com a defesa dos direitos dos Povos Indígenas, seus projetos de vida e suas lutas. Comungamos da mesma fé “na força e resistência de todos aqueles que lutam pela vida, pela justiça e pela construção do Bem Viver”.

Dom João Francisco Salm
Presidente da CNBB Regional Sul 4

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