Reforma política: a CNBB não tem compromisso com partido político algum, diz bispo

CNBB é uma das 105 entidades da coalizão que coleta assinaturas para lei de iniciativa popular (Foto: Imagem da TV Aparecida)
Propostas da Coalizão não são iguais às propostas do Partido dos Trabalhadores, que também coleta assinaturas para sua iniciativa

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), “por ser a conferência dos bispos da Igreja Católica no Brasil tem o compromisso irrenunciável de ajudar e colaborar para que o Brasil seja melhor”, afirmou dom frei Luís Gonzaga Silva Pepeu, arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, BA, ao explicar o apoio da entidade à proposta de iniciativa popular de reforma política na primeira entrevista coletiva da 53a. Assembleia Geral, em Aparecida, SP, dia 15.

— Sem nenhuma dúvida, a CNBB não é um partido político, a CNBB não é filiada a nenhum partido político, a CNBB não tem compromisso com partido político algum —, garantiu o representante dos bispos. A declaração acontece num contexto em que grupos contrários a reforma política de que a conferência estaria apoiando projeto de lei proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que tem sua própria coleta de assinaturas.

Na realidade, a CNBB tem participado, juntamente com outras organizações da sociedade civil, na coleta de assinaturas para um projeto de lei que não coincide com nenhuma das  propostas feitas pelos partidos políticos até agora (veja infográfico).

Os quatro pontos principais desta proposta são:

1. Proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha;
2. Eleições proporcionais em dois turnos;
3. Paridade de gênero na lista pré-ordenada;
4. Fortalecimento dos mecanismos da democracia direta com a participação da sociedade em decisões nacionais importantes;

Dom Pepeu ainda considerou estranho que os grupos sociais em constantes protestos nas ruas não queiram reforma política.

— Fico imaginando como fazer um processo de transformação do setor político sem reformar a política —, disse, ao pontuar que ela é um “um passo indispensável, mas não resolve todos os problemas, dadas as complexidades” deles.

A Coalizão por Reforma Política e Eleições Democráticas, inclui CNBB, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral, CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil) e outras 109 entidades estudantis, trabalhistas, sindicais, fóruns populares, entre outras.

Assembleia Geral

Mais de 400 bispos estarão reunidos na 53ª Assembleia Geral da Conferência, iniciada nesta quarta-feira, 15, na cidade paulista. Durante o evento, que prosseguirá até o dia 24 de abril, os bispos irão atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), levando em consideração os pronunciamentos do papa durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013 e a exortação apostólica do papa Francisco, Evangelii Gaudium. Também será eleita a nova presidência e os presidentes das comissões episcopais de pastoral.

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