CNBB reafirma posição de apoio a reforma política na 53a. Assembleia Geral

CNBB é uma das 105 entidades da coalizão que coleta assinaturas para lei de iniciativa popular (Foto: Imagem da TV Aparecida)
Bispos consideram reforma indispensável, mas que não resolve todos os problemas

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defende a reforma política pela necessidade de que outras reformas aconteçam com o mínimo de avanço. Dom frei Luís Gonzaga Silva Pepeu, arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, BA, refirmou a posição da entidade na primeira entrevista coletiva da 52a. Assembleia Geral, 15, em Aparecida, SP.

Com a alteração na forma como são realizadas as eleições, a entidade espera que o quadro político melhore, já que, segundo dom Pepeu, a “qualidade (dos eleitos) é sofrível e tem piorado a cada legislatura nos diversos âmbitos”. Além disso, “outras reformas dependem desta, como a fiscal, agrária, no judiciário, e na educação”, porque o “corpo reformador” é formado pelos políticos eleitos.

Também pode contribuir no combate de práticas como o corporativismo, a corrupção, a compra de votos, a barganha de votos em votações no congresso.

— Todas essas práticas são perniciosas e frequentemente lembradas como práticas que mantém boa parcela dos brasileiros na pobreza e na miséria —, analisou.

De acordo com o representante da CNBB, é a sociedade civil organizada, grupos e movimentos sociais, que estão empenhados na reforma política e forçando “os políticos a tratarem do assunto”.

O projeto de iniciativa popular defendido pela CNBB, na coalizão por reforma política, tem quatro pontos principais. O primeiro deles, é a proibição do financiamento de campanha por empresas e adoção do Financiamento Democrático de Campanha.

A proposta também inclui um turno adicional nas eleições legislativas, “para que no primeiro (turno) se vote em ideias, projetos e programas, e no segundo, nas pessoas para desenvolverem aquele projeto”, explicou dom Pepeu.

Outro ponto, é a inclusão da paridade de gênero na lista pré-ordenada dos candidatos. Elas são a maioria da população, mas são representadas em apenas 9% dos cargos.

O quarto ponto propõe a regulamentação do artigo 14 da Constituição Federal, que trata dos mecanismos de participação popular, “de modo que o eleitor não seja chamado apenas no dia da eleição, mas seja chamado para tomar decisões importantes para o país”, completou o prelado.

Assembleia Geral

Mais de 400 bispos estarão reunidos na 53ª Assembleia Geral (AG) da Conferência, iniciada nesta quarta-feira, 15, em Aparecida (SP). Durante o evento, que prosseguirá até o dia 24 de abril, os bispos irão atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), levando em consideração os pronunciamentos do papa durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013 e a exortação apostólica do papa Francisco, Evangelii Gaudium. Também será eleita a nova presidência e os presidentes das comissões episcopais de pastoral.

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