Pastoral Carcerária planeja ampliar participação em conferências da saúde e juventude

Membros da Pastoral Carcerária mantém preocupação com a qualidade do atendimento aos presos (Foto: Comunicação Pastoral Carcerária Regional Sul 4)
Membros da Pastoral Carcerária mantém preocupação com a qualidade do atendimento aos presos (Foto: Comunicação Pastoral Carcerária Regional Sul 4)
Novas equipes de trabalho foram definidas ao mesmo tempo que a vice-coordenadora deixou o cargo para assumir missão na Bahia

Trinta representantes de 9 das 10 dioceses que compõem a Pastoral Carcerária no Regional Sul 4 da CNBB, Santa Catarina, decidiram, em Lages, 21, preparar um novo curso de formação de novos agentes da Pastoral Carcerária em nível de regional e dar continuidade ao Curso de Justiça Restaurativa.

A entidade realizou uma edição deste curso em abril de 2013, com a assessoria o especialista Jared Ordway, professor norte-americano. A Justiça Restaurativa é uma nova maneira de promover a justiça através da reparação e do perdão, restaurando não somente o delito cometido, mas também a vítima e o agressor.

Os agentes que a Pastoral será mais atuante na Conferência da Juventude, juntamente com a Pastoral da Juventude, a fim de intensificar a luta contra o extermínio de jovens e para apresentar outras bandeiras. Também concordaram com a importância de participarem da 15ª Conferência Nacional da Saúde.

— Entendemos que é um espaço onde estaremos discutindo o tema saúde, com outras entidades e organizações e nós da Pastoral Carcerária estaremos levando aquilo que temos, sabemos, vemos e sentimos em nossa prática pastoral: a realidade da saúde no sistema prisional, bem como lutando por acesso à saúde, com qualidade e dignidade, das nossas irmãs e nossos irmãos prisioneiros —, explicou o coordenador regional da Pastoral Carcerária em Santa Catarina, padre Almir José de Ramos.

Cotidiano prisional

Os padres, religiosas, seminaristas e demais agentes da pastoral analisaram os diversos sinais no dia-a-dia aos que devem estar atentos visitas, como as dificuldade em acessar celas, galerias, pátios; além das queixas que os detentos fazem relacionadas à saúde, alimentação, maus tratos e visitas.

— Aquilo que vemos e que muitas vezes eles e elas não nos falam, como o próprio ambiente, a realidade em que vivem, as condições desumanas que se encontram —, explicou o coordenador.

Ainda durante a reunião, houve a escolha de representantes das diversas dioceses para as articulações sobre a questão da mulher presa, saúde e comunicação. Também houve a despedida da Irmã Vilma, vice-coordenadora regional, que foi transferida para o estado da Bahia.

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