Dom Onécimo é considerado conciliador, amável e preocupado com o outro

Um pastor no meio do povo: dom Onécimo declarou amor à diocese de Rio do Sul (Foto: Diocese de Criciúma/Divulgação)
Um pastor no meio do povo: dom Onécimo declarou amor à diocese de Rio do Sul (Foto: Diocese de Criciúma/Divulgação)
Admiradores que conquistou ao longo de 50 anos de vida, 22 anos como padre, relembram suas características mais marcantes

A celebração da ordenação episcopal do, agora, dom Onécimo Alberton reuniu cerca de cinco mil pessoas, no dia 22 de fevereiro, na cidade de Criciúma (SC). Seu acolhimento e disponibilidade ao longo de 22 anos como padre, segundo familiares e agentes de pastoral ouvidos pela Agência CNBB Sul 4 de Notícias, é o motivo desta popularidade.

No celular, o casal Arlete e Acácio Inácio Neto, trouxe fotografias digitalizadas das suas bodas de palha, celebradas em 2000, por padre Onécimo, que era pároco em Cocal do Sul (SC). Eles guardam boas lembranças de quando eram coordenadores do conselho paroquial de pastoral. “Ele nos incentivava e participava conosco das atividades, fosse de dia ou fosse à 1h da madrugada”, relembrou Arlete.

— Para o povo, ele é um animador fora de série. Verdadeiramente sabe mostrar o caminho de Cristo. E ele contava muita piada e até hoje ele gosta —, comentou Acácio, antes de sua esposa acrescentar emocionada que “eles em Rio do Sul não sabem a bênção que receberam para a sua diocese”.

Maria Duarte, coordenadora paroquial do Movimento de Cursilhos de Cristandade no bairro Michel, em Criciúma, contou que durante o ano e meio que esteve à frente da paróquia, o então padre, deu muito apoio e não discriminou nenhuma pastoral ou movimento.

— Ele me disse que em Rio do Sul, como bispo continuará como sempre foi como padre —, revelou Maria, que acompanhou a transformação na vida do novo bispo desde o anúncio de sua nomeação. “Na paróquia, choramos muito quando soubemos”, contou.

Casada com um primo de dom Onécimo, Judite Bussulo Alberton, o conheceu há mais de 28 anos, quando tornou-se professora da escola em Brusque do Sul, interior de Orleans (SC), onde ele nasceu. Judite considera que o seu jeito acolhedor é herança da comunidade que recebe com hospitalidade os forasteiros. Ela também acredita que ele tem capacidade de contribuir muito com a Igreja.

—A gente sabia que ele iria longe quando voltou do curso (de mestrado pelo Pontifício Instituto de Espiritualidade de Roma, em 2013). Mas não imaginamos que seria tão rápido. Eu acho que ele vai ainda mais longe —, previu Judite.

Dom Jacinto Inácio Flach, bispo de Criciúma, disse que o seu novo colega não desrespeita opiniões contrárias às suas convicções pessoais, o que faz dele um excelente conciliador. “Essa é a missão da Igreja, todos são filhos e filhas, e não podemos excluir ninguém, mesmo que sejam diferentes da gente”, analisou.

O presidente do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Wilson Tadeu Jönck, considerou que dom Onécimo será um parceiro das pastorais no regional, como foi na diocese.

— Está sempre disposto, está sempre vendo o que fazer, como se colocar do lado do outro suavemente e com ternura —, analisou dom Wilson.

Na homilia, dom João Francisco Salm, que fez a ordenação, lembrou a ternura da família Alberton.

— Alguém me contou que quando o padre Onécimo informou aos pais que havia sido nomeado bispo de Rio do Sul, o pai (Mozé Alberton) lhe teria dito: “Então tu vais amar a Diocese de Rio do Sul como teu pai ama tua mãe”. Um amor de 60 anos! Veja, portanto, a Diocese de Rio do Sul, quanto amor poderá esperar de dom Onécimo —, destacou dom Salm.

A família foi seu “primeiro seminário de amor” revelou dom Onécimo em suas primeiras palavras depois da ordenação. Neste momento, ele respondeu ao pedido paterno, citado, mais cedo, por dom Salm. “Pai! Amarei a Igreja de Rio do Sul como o pai ama a mãe e a todos nós”, declarou dom Onécimo.

Os co-ordenantes foram dom Jacinto Inacio Flach, bispo de Criciúma, e dom Paulo Antonio De Conto, que durante dez anos foi desta diocese e, atualmente, está à frente da diocese de Montenegro (RS). Também participaram os bispos de outras dioceses catarinenses e mais de 150 padres e diáconos de Santa Catarina e de outros estados.

A posse na diocese de Rio do Sul está marcada para o dia 15 de março, na Catedral São João Batista, em Rio do Sul, às 15 horas.

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