CNBB abre Campanha da Fraternidade que incentiva participação dos católicos na sociedade

Em eventos simultâneos, na manhã do dia 18, CNBB e o regional catarinense abriram a Campanha da Fraternidade com a imprensa e convidados

Entrevista coletiva, em Florianópolis, com o arcebispo dom Wilson Tadeu Jönck marcou o início da Campanha da Fraternidade de 2015 no Regional Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dia 18. O presidente da circunscrição catarinense da entidade, explicou que o tema deste ano — Fraternidade: Igreja e Sociedade — “quer dizer o seguinte: a Igreja vive numa sociedade, está presente na sociedade”.

Segundo ele, há questões emergentes na sociedade que precisam de atenção maior da Igreja como dos imigrantes, das pessoas idosas, dos dependentes químicos e da violência urbana. O incentivo da  participação política dos agentes de pastoral nos conselhos de políticas públicas é considerado, por ele, também essencial nesta campanha.

— O que a Igreja vai fazer? Vai dar sua contribuição como igreja: que é de fé, mensagem cristã, a mensagem do evangelho. A Igreja tem essa convicção de que se testemunhar aquilo que ensina o evangelho torna a sociedade melhor —, antecipou.

Para ele, um tema emergencial que precisa um contraponto nesta campanha é a”cultura do descartável”. Conforme o texto-base da CF, a sociedade de mercado transforma as em pessoas meros consumidores, estimulando-as a uma busca constante de satisfações de demandas que o próprio mercado propõe.

Na sede nacional da conferência dos bispos em Brasília, a abertura da CF 2015 aconteceu em cerimônia presidida por dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB. Ele defendeu que a “a Igreja deve ser atuante e sem medo”. Também lembrou que todo batizado é povo de Deus e por isso leva os valores do Evangelho ajudando a transformação da sociedade.

O secretário geral pediu, ainda, aos cristãos “atuantes e desejosos de transformação” para se engajarem na Campanha pela Reforma Política e Democrática.

A reforma política foi destacada, também, pelo presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícios Furtado Coelho. A proposta quer mudanças “sobretudo no tocante ao seu financiamento, por melhoria na representação do povo nos postos políticos, pelo fortalecimento da democracia participativa, por meio dos preceitos constitucionais do plebiscito, referendo e projeto de lei de iniciativa popular”.

Na linha da promoção da pessoa, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias disse que “a política emerge como serviço às pessoas, à sociedade, especialmente aos mais pobres, lembrando sempre a opção preferencial que a Igreja fez pelos pobres”.

A secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Bencke, afirmou que a temática proposta desafia as igrejas a adotarem uma “ética global de responsabilidades” que fortaleça os direitos dos povos, privilegie a solidariedade internacional e supere os egoísmos confessionais e nacionais.

Mensagem do Papa

Em mensagem enviada à Igreja no Brasil, o papa Francisco recordou a Constituição Lumen Gentium e afirmou que a Igreja, enquanto “‘comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e princípio da unidade’, não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor”. Num recorte da Gaudium et Spes, salientou que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”.

No período da Quaresma, o papa Francisco propôs um exame de consciência para que, a partir de sua Doutrina Social, a Igreja realize suas tarefas prioritárias “que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano”. Francisco também destacou a necessidade do envolvimento de todos os cristãos. “É preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integra-se plenamente na sociedade, isto supõe estar atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-los”, escreveu.

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