Entrevista: Carta de papa Francisco só aumenta compromisso da PJ, diz secretária nacional

Ação missionária foi um dos momentos fortes no ENPJ, para Aline Ogliari (Foto: Pastoral da Juventude/Divulgação)
Ação missionária foi um dos momentos fortes no ENPJ, para Aline Ogliari (Foto: Pastoral da Juventude/Divulgação)
Cerca de 530 delegados, 31 das dez dioceses de SC, participaram do 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ), em Manaus (AM), encerrado dia 25 de janeiro

A discussão foi orientada pela pergunta “Mestre, onde moras?” (Jo 1,38). Com isto em mente, os jovens realizaram uma ação missionária em diversos ambientes para encontrar a morada de Jesus Cristo entre aqueles que vivem na Amazônia, segundo explicou a catarinense Aline Ogliari, Secretária Nacional da Pastoral da Juventude nesta conversa com a Agência Sul 4 de Notícias. Para ela, a missão e os momentos de trocas de histórias e experiências foram os mais marcantes, além da carta do Papa Francisco, que surpreendeu os delegados e gerou uma festa espontânea quando foi lida.

Por que a Pastoral da Juventude (PJ) faz encontros nacionais?
A ideia do encontro é ser um espaço de partilha das inúmeras experiências da PJ no Brasil inteiro, construir e celebrar para dar sintonia para os passos da pastoral. Ele não é deliberativo, para isso tem a (reunião) Ampliada. Este encontro teve como provocação “beber” da igreja amazônica e as contribuições dela para a Igreja no Brasil e para a Pastoral da Juventude, diretamente. Também fazer provocações missionárias e sociais a partir desse nosso jeito e nossa identidade. O encontro foi estruturado em quatro eixos: teológico, missionário e social, arte e cultura e espiritualidade, que perpassaram todos os assuntos. A espiritualidade foi muito forte e evidente durante o encontro. A nossa espiritualidade é libertadora, não alienante.

O que é “espiritualidade libertadora” na Pastoral da Juventude?
É uma espiritualidade que se vive no grupo, num primeiro momento. Que leva ao compromisso com o outro com a vida das comunidades e com a realidade como um todo, a partir da fé que a gente professa. Que leva para a ação que liberta e que provoca o diálogo com o diferente.

Como os delegados receberam a carta do Papa Francisco para o encontro nacional?
A recepção foi muito positiva. Alguns foram deduzindo, durante a leitura, que poderia ser ele. Mas, quando foi dito que era o papa Francisco a gurizada vibrou. Foi momento de muita festa, de cantar, de chorar. Depois, em vários momentos, a carta foi citada para justificar o que estava em discussão. Para a PJ, o compromisso só aumenta com esta carta tão pastoral. Ele nos provocou com sua coerência e testemunho.

Os padres presentes no encontro afirmaram, em carta, que a Pastoral da Juventude “maior escola de formação de lideranças na Igreja do Brasil”. Você concorda com isso?
Sim. O trabalho de base já foi maior, mas a Pastoral da Juventude se destaca, como uma grande formadora de lideranças, e lideranças jovens também, que atuam tanto na própria pastoral, como também vão fazer militância em outras pastorais e organizações e trabalham a serviço da Igreja. Eles se destacam pela reflexão que fazem. Reflexão que tem um olhar e um diálogo com a realidade e também com a utopia.

O que mais marcou a Secretária Nacional neste encontro nacional?
Foram os momentos de partilha de experiências e histórias e também convivência. A missão foi realmente muito forte. A vivência missionária nas realidades urbana, periferia, ribeirinha, indígena e rural. Quem foi para esses ambientes com a provocação de encontrar o mestre e reconhecê-lo no rosto das pessoas voltou vibrando com a experiência. Se for conversar com eles também, é isso que vão dizer.

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