Controle social de políticas públicas deve ser a ênfase da Campanha da Fraternidade em SC

Professor Lisboa (ao centro) considerou o texto da CF 2015 superficial em pontos como ecologia ao ignorar a questão da água
Professor Lisboa (ao centro) considerou o texto da CF 2015 superficial em pontos como ecologia ao ignorar a questão da água (Foto: Marcelo Luiz Zapelin/CNBB Sul 4)
Seminário Regional apontou necessidade de formação e diálogo com representantes da Igreja em conselhos de direitos

A principal ação a partir da Campanha da Fraternidade (CF) de 2015, em Santa Catarina, deverá ser o apoio das dioceses aos representantes da Igreja Católica nos conselhos de direitos. A indicação foi consenso entre os delegados das dez dioceses do Regional Sul 4 da CNBB no Seminário da CF, realizado em Lages, entre 07 e 09 de novembro.

Algumas das estratégias envolvem identificar os conselheiros, oferecer-lhes formação e mantê-los articulados com as instâncias das Dioceses e do Regional.

— É importante que eles saibam que não estão sozinhos, e que têm toda a Igreja para dar-lhes apoio, especialmente ao enfrentar os interesses políticos, destacou o secretário-executivo do Regional Sul 4, Ademir Freitas, ofs.
Outra indicação nessa área, é que as entidades da Igreja influenciem a elaboração das leis dos conselhos que ainda não foram criados. No Estado, os conselhos de direitos humanos e da juventude ainda tramitam no poder público.

O reforço da coleta de assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular da Coalizão Pela Reforma Política, da qual a CNBB faz parte, é outra ação consensual. Até hoje, a iniciativa tem o apoio de 520 mil eleitores no país. A meta é chegar 1,5 milhão. O projeto prevê, entre outras mudanças, o fim da influência do poder econômico no processo eleitoral.

“Fraternidade: Igreja e Sociedade”, tema da próxima campanha da fraternidade, enfoca a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como explicou o padre Anésio Ferla, da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência, do Rio Grande do Sul.

Ferla remontou os 50 anos das Campanha da Fraternidade e ponderou que esta campanha evidencia “uma Igreja que cada vez mais busca ser peregrina”.

— A religião precisa se expressar cada vez mais com sinceridade no serviço aos outros –, pontuou o padre. Acrescentou que “para assumir a missão de Jesus, o discípulo deve estar imbuído de serviço em espírito”.

Economista e professor da UFSC, Armando de Melo Lisboa, fez um contraponto em relação as “fragilidades do texto base”, em sua análise de conjuntura. Especialmente em relação aos GLBTT, a ecologia e a violência contra os jovens. Entretanto, elogiou a escolha do tema. “A igreja tem muito o que oferecer à sociedade”, analisou.

As dioceses apresentaram experiências de seus Fundos Solidários, formados com 60% das doações no Domingo de Ramos. A maioria deles financia projetos de formação e geração de renda. Outra destinação recorrente é a ajuda em emergências humanitárias na região.

Adelir Raupp, coordenadora regional da Campanha da Fraternidade motivou as dioceses a constituírem coordenações da campanha. Essas coordenações cooperarão com o regional no planejamento estratégico e na execução de tarefas relacionadas.

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