Sustentabilidade da Pastorais Sociais entra em discussão no Regional Sul 4 da CNBB

Instituto Vilson Groh na 47 Assembleia Regional de Pastoral da CNBB Regional Sul 4
Instituto Vilson Groh apresenta iniciativas de captação de recursos de apoio as comunidades locais (Foto: Padre Raul Kestering/Diocese de Blumenau)
Delegados também indicaram propostas de ação sobre a questão agrária e ecologia

O apoio e incentivo aos agricultores familiares para que deixem os agrotóxicos foi uma das indicações da 47a Assembleia Regional de Pastoral para as dioceses entidades no Regional Sul 4 da CNBB, realizada em Lages, nos dias 19 e 20 de setembro. O tema central foi “Pastorais Sociais”.

A assembleia indicou, entre outros pontos, a necessidade do comprometimento das dioceses em relação a Romaria da Terra, prioridade dos Fundos Solidários para a agroecologia e a cooperação com o Projeto Ambiental Galo Verde, que visa implantar projetos ambientais para futura certificação em comunidades, igrejas, retiros e eventos, em caráter ecumênico. Uma experiência piloto é mantida em uma paróquia luterana em Blumenau, por iniciativa da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e da Diocese de Blumenau.

Dom João Francisco Salm, bispo diocesano de Tubarão, destacou que é necessário superar o amadorismo nas intervenções sociais da Igreja. Não é possível ficar no improviso, “é preciso pensar o ‘agir’ com estratégia e inteligência e buscar assessoria de pessoas qualificadas”. A cooperação com órgãos estatais para a questão agrária, seria uma das opções.

Para incentivar o agir estratégico e a sustentabilidade das Pastorais Sociais, a presidência do Regional Sul 4 convidou o Instituto Padre Vilson Groh (IVG) para apresentar a sua experiência.

A entidade foi criada em 2011 para viabilizar a manutenção de sete projetos sociais criados pelo padre ao longo de 30 anos de ação nas comunidades periféricas de Florianópolis para reduzir a influência dos traficantes e oferecer portas de saída aos jovens.

Segundo padre Vilson, o objetivo não é substituir o Estado, mas influenciar as políticas públicas. Além dos projetos comunitários que empregam mais de trezentas pessoas, o instituto mantém parcerias público-privadas com o governo estadual e os Maristas em duas escolas que estavam próximas de serem fechadas. O instituto também empodera as comunidades para que exijam seus direitos e façam o controle social.

Os recursos do Instituto são captados em editais públicos, doações e parcerias com empresas privadas. O envolvimento das empresas, às vezes, vai além do apoio financeiro. O empresário Walter Koerich contou cativou-se com o IVG e já sobe os morros sozinhos para ajudar a mobilização social e acompanhar padre Vilson nas reuniões com o poder público.

— A grande dificuldade do trabalho social é a captação de recursos. Isso exige dedicação não é só ligar um botão para conseguir o que se quer”, analisou Dom Wilson Tadeu Jönck, presidente do regional. Para ele, é preciso encontrar formas sensibilizar possíveis financiadores de projetos das Pastorais Sociais.

Dom Wilson também defendeu que as Pastorais Sociais criem projetos para além de ações caritativas e da pressão política e cooperem estrategicamente com o governo em relação as políticas públicas.

A Assembleia Regional de Pastoral do Regional Sul 4 da CNBB acontece anualmente em setembro com delegados de vinte e seis pastorais, organismos, movimentos e das dez dioceses de Santa Catarina.

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