Diocese de Chapecó confraterniza com Haitianos

deste domingo, 15 de dezembro, a Ação Social Diocesana de Chapecó em parceria com a Fundação Aury Luiz Bodanese (Aurora) realizaram um momento de encontro e partilha para um grupo de haitianos residentes em Chapecó. O momento é resultado da consciência de que longe de seu país de origem, Haiti, é necessário manter laços de […]

deste domingo, 15 de dezembro, a Ação Social Diocesana de Chapecó em parceria com a Fundação Aury Luiz Bodanese (Aurora) realizaram um momento de encontro e partilha para um grupo de haitianos residentes em Chapecó.

O momento é resultado da consciência de que longe de seu país de origem, Haiti, é necessário manter laços de afeto e carinho entre eles, além de se sentirem acolhidos neste tempo em que nós, cristãos, celebramos o Natal.

A confraternização iniciou com uma celebração ecumênica reaizada por dois pastores evangélicos e o bispo de Chapecó Dom Manoel João Francisco. Com tradução simultânea para francês, uma das quatro línguas faladas por eles (Crioulo, francês, inglês e espanhol), os convidados também partilharam como se sentem na cidade e dançaram músicas tradicionais do Haiti. Após a descontração foi servido o jantar.

Relato

Uma das haitianas presentes na celebração, Philomise Saint Fleur, que em fevereiro completará dois anos em Chapecó, diz estar feliz com a acolhida. Ela veio do Haiti em decorrência do terremoto que devastou o país, em janeiro de 2010, em busca de abrigo e melhores condições de vida.

“Para chegar até aqui não foi fácil”, relata. Resumidamente ela descreve a longa jornada que fez até Chapecó: “Após sair do Haiti, em fevereiro de 2011, passei 8 meses no Equador, Peru, Bolívia e três meses no Acre, Brasil. De lá fomos trazidos a Chapecó, com propostas de trabalho e moradia”, relata ela que deixou dois filhos no país. Em Chapecó Philomise teve o terceiro filho, Natanael Joseph Saint Fleur, que dia 18 de dezembro completa 11 meses.

Ela vive em uma casa alugada pela empresa Fibratec, onde trabalha, no Bairro Cristo Rei. A casa é partilhada com outros moradores também do Haiti. Trabalha em horário comercial na produção da empresa (Fibratec) por oito horas e envia parte da renda que recebe para o sustento dos outros dois filhos que ficaram no seu país de origem.

O grupo no qual Philomise estava é composto por 12 haitianos trazidos para Chapecó pela empresa Fribratec, cujo sócio fundador, Érico diz acolher com orgulho: “São pessoas extremamente educadas, trabalhadoras e esforçadas”. Cerca de 20% dos funcionários da empresa em Chapecó são Haitianos, contabiliza Erico.

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