Campanha Global contra a fome é lançada em SC

Regional Sul 4 da CNBB e Cáritas Brasileira vão incentivar projetos solidários de produção agroecológica e hortas comunitárias

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“Uma família humana: pão e justiça para todas as pessoas” é o apelo da campanha global lançada no dia 10 de dezembro pela Igreja Católica. O presidente do Regional Sul 4 (Santa Catarina) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Wilson Tadeu Jönck e o secretário-executivo da filial catarinense da Cáritas Brasileira, padre Roque Favarin abriram oficialmente a campanha no Estado, às 10h, na sede da Arquidiocese de Florianópolis A coordenadora do programa Mesa Brasil SESC em Santa Catarina, Luciana Azevedo do Nascimento, também participou do evento.

Dom Jönck ressaltou que a instituição pretende conscientizar a sociedade para o direito à alimentação, ao qual uma parcela significativa da população não tem acesso. “A Igreja vai fazer esse esforço para contribuir com outras organizações para que, de fato, todas as pessoas possam ter alimento em sua mesa”, disse à imprensa.

Devem ser abordadas três fases na questão da alimentação: a produção, distribuição e consumo. Além do preço alto dos gêneros alimentícios ou fator preocupante é o desperdício. O arcebispo destacou que 1/3 dos alimentos são jogados fora, quando ainda poderiam aproveitados.

O braço da CNBB para a campanha é Cáritas, que, em SC, garantirá apoio a projetos de economia solidária, agroecologia e hortas comunitárias, como estratégia de gerar renda e aumentar a produção local de alimentos. “Contaremos com os Fundos Diocesanos de Solidariedade, que são pequenos fundos rotativos, mas também esperamos que a sociedade se mobilize” explicou, padre Favarin.

O “Mesa Brasil SESC de Segurança Alimentar e Nutricional” é um parceiro. “Vamos contribuir com as nossas experiências para fortalecer e dar mais capilaridade à campanha”, garantiu Luciana.

Alimentos para todos

A campanha “Uma família humana: pão e justiça para todas as pessoas” faz parte de uma mobilização mundial da Caritas Internationalis que articulou as 164 organizações membro em favor da vida, dos direitos humanos e da justiça social. A ação vai até 2015.

Uma grande onda de oração que terá início em na ilha de Samoa, na Polinésia, às 15h horário de Brasília, e se espalhará por todo o mundo envolvendo todas as organizações Cáritas e muitas outras pessoas de todos os continentes.

A campanha deve contribuir com um dos objetivos do milênio, da ONU, que é a de acabar com a fome e a miséria no mundo até 2015.

O Brasil reduziu pela metade o número de pessoas na extrema pobreza, mas desigualdade social ainda é um problema grave. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é a sexta economia mais rica do mundo, mas 57 milhões de pessoas ainda vivem em estado de pobreza, ou seja, sobrevivem com meio salário-mínimo. Mesmo com programas de distribuição de renda promovidos pelo Governo Federal, 20% dos mais ricos ainda detém 63,8% da renda nacional, enquanto os 20% mais pobres acessam apenas 2,5% de toda a riqueza que é produzida pelo país.

Em vídeo, que acompanha o lançamento mundial, o Papa Francisco denunciou o “escândalo mundial de um bilhão de pessoas” que passam fome. “Não podemos olhar para o outro lado fingindo que o problema não existe. Os alimentos à disposição do mundo são suficientes para acabar com a fome de todas as pessoas”, disse o pontífice.

Marcelo Luiz Zapelini

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