SSB/SC: “A vida vale a luta e a luta vale a vida”, garante militante camponesa

Patriarcalismo e capitalismo são a razão das injustiças que motivam as lutas populares, na visão de Sirlei Gasparetto

As lutas do povo em Santa Catarina foram comentadas pela líder do Movimento de Mulheres Agricultoras, Sirlei Gasparetto, em painel da Semana Social Brasileira em Santa Catarina, na manhã de 07 de setembro, em Taquaruçu, interior de Fraiburgo.

Sirlei lembrou lutas como dos Guaranis pela demarcação de suas terras, as recentes manifestações dos jovens contra corrupção, o falecido bispo dom José Gomes, ícone da luta social em Chapecó.

Ela destacou a ação de 2 mil mulheres agricultoras, que em 2006 ocuparam o viveiro hortoflorestal da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro, município que fica a cerca de duas horas de Porto Alegre para pegar uma muda de eucalipto. A muda foi levada ao encontro internacional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), para discutir a Reforma Agrária e o desenvolvimento rural, na capital gaúcha.

— Se colocou a nível mundial a luta pela soberania alimentar. Até ali, tinha se feito inúmeras conferências, negociações, altos debates, grandes estudos, mas quem colocou a pauta da soberania alimentar no planeta, foram as mulheres camponesas — afirmou.

Para a militante, as lutas no povo são um convite para um mergulho nos processos participativos, articulados em diferentes espaços. “O que eu quero que vocês entendam é que vale à pena lutar pela vida: a vida vale a luta e a luta vale avida”, especialmente neste tempo de “crise civilizatória”, porque o “capital e o lucro estão destruindo a possibilidade da vida”, acrestentou.

A cidadania é inconclusa no país, segundo Sirlei, porque “não tivemos a experiência de juntar os diferentes tipos de direitos ” para o “bem-viver”. Os direitos são sempre “fragmentados e em doses homeopáticas”, classificadas, por ela, como “migalhas”, que são apenas acrescentadas ou ajustadas isoladamente.

O que provoca a luta do povo e a organização popular são as injustiças, provocadas, sintetizou ela, pelas união do patriarcalismo e o capitalismo ao redor do mundo.

Outros temas do painel foram “História do Contestado e Taquaruçu”, O estado para que e para quem? Judiciário, Legislativo, Executivo…” e a “Cultura do Bem-viver”.

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