JMJ: Dom Wilson fala sobre sede de Deus em catequese para peregrinos

Jovens fizeram perguntas sobre fé e temas polêmicos como casais em segunda união e a reação da Igreja em relação aos "anti-vida"

Os jovens peregrinos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) alocados para a paróquia São Sebastião do Rio de Janeiro acompanharam a catequese de Dom Wilson Tadeu Jönk, presidente do Regional Sul 4 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O tema de hoje, 24 de julho, foi “Sede de esperança, sede de Deus”.

Ele questionou os jovens sobre o significado da vida e salientou que a Igreja indica “conhecer, amar e servir”. “Quando entendemos o objetivo da vida nos sentimos realizados”. Emendou que viver apenas para o prazer e diversão não leva a felicidade verdadeira, mas apenas Cristo.

O arcebispo sugeriu que os jovem foi os jovens pensassem sobre os traços de Deus que refletem nos outros, como amor e fé. Para ele, esses traços transformam a vida e o mundo.

— Vocês jovens podem renovar a face da Terra com as qualidades que vocês tem — afirmou.

Em um contraponto, recomendou que os jovens analisassem os traços contrários a Deus, como ciúme, rancor e raiva. “Deixem esses traços de lado”, pediu.

Os peregrinos tiveram espaço para algumas perguntas relacionadas ao tema, no entanto, a curiosidade deles estava relacionada a temas polêmicos.

Uma das perguntas foi sobre uma suposta falta assertividade dos bispos em relação ao casamento de pessoas do mesmo sexo e partidos políticos comunistas e os movimentos “anti-vida”. O arcebispo explicou que a CNBB se pronuncia pedagogicamente sobre os temas caros a doutrina da Igreja e que evita a polarização que leva a conflitos intermináveis. Ele alertou para o perigo do fundamentalismo dos católicos e também de ativistas que defendem posições contrárias.

— É preciso aprender a conviver com o diferente. Não existe unanimidade e é neste mundo que precisamos anunciar o evangelho —, afirmou. Ele explicou que conjunto da população homossexual leva a vida de modo diferente do que pregam os ativistas. Além disso, a igreja pede a eles o que pede todos, até mesmo aos casais heterossexuais: castidade.

Em relação a “punição” aos casais em segunda união ou não casados na Igreja, que não podem comungar, ele explicou que o casamento é uma instituição criada por Deus em não cabe a Igreja e aos padres modifica-la. No entanto, mesmo esses casais fazem parte da comunidade e precisam ser incluídos, se não podem participar da comunhão em espécie, podem comungar espiritualmente com Jesus Cristo. Não se deve considerar a regra como um castigo perpétuo e esses casais e as comunidades católicas podem encontrar formas saídas, porque “Cristo também está presente na vida dessas pessoas”.

Outra questão se referia ao método que os jovens deveriam utilizar para transmitir a fé. Dom Wilson respondeu que os jovens precisam transformar o aprendizado da fé em atitudes concretas para que atinjam não apenas a consciência, mas o coração das pessoas. Praticar a caridade, como ajudar aos excluídos ou fazer companhia aos idosos que se sintam solitários. “Vivemos como se essas pessoas não existissem, mas elas existem sim”, ressaltou. Também lembrou que grandes encontros, como é a JMJ são importantes, mas a fé deve ser também vivida em pequenos grupos na comunidade.

Bárbara dos Santos Sakr, de um grupo de oração jovem de Florianópolis, foi surpreendida pela catequese de hoje. “Foi muito bom. Fiquei surpresa em encontrar Dom Wilson aqui hoje. Temos muito carinho por ele, que tem um coração jovem e decidiu estar junto dos jovens da arquidiocese. Ele fala de um jeito que os jovens entendem” — analisou. Foi sorte encontrá-lo? “Não, foi obra de Deus”, afirmou a jovem.

Lucas Rafael da Rocha, do mesmo grupo, não vê que o conteúdo da catequese é da “idade média” como acusam alguns ativistas opositores. “O conteúdo é muito atual. Os jovens podem se adaptar bem a proposta”, garantiu.

Uma jovem que se identificou apenas como Rebeca testemunhou sua experiência em matéria de fé para os peregrinos. “Eu vivia alegrias pontuais. A tristeza sempre batia à minha porta novamente”, disse. A revelação, para ela, aconteceu quando conheceu a história de Santa Terezinha do Menino Jesus. “Ali Deus me chamou e disse que tinha algo diferente para minha vida”, explicou. Com a Santa, ela aprendeu que Deus tinha um propósito para a sua vida e então teve contado com o amor de Jesus, segundo explicou. “Minha alegria é ser de Deus e gostaria que a alegria de vocês seja serem chamados a ser santos”, concluiu.

As catequeses ainda abordarão a o discipulado e a missão, na quinta-feira e sexta-feira.

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