JMJ: Dia de chuva e frio é para visitar praia e caminhar pela paz

Estrangeiros visitaram o mar pela primeira vez e vicentinos fizeram manifestação na Avenida Atlântica
Vicentinos fazem manifestação pela paz em Copacabana (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/CNBB Sul 4)

Vicentinos fazem manifestação pela paz em Copacabana (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/CNBB Sul 4)

A chuva acompanhou os peregrinos no segundo dia da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. Sem atividades centrais hoje, os jovens deveriam optar por uma das atividades do Festival da Juventude, que inclui cinema, música, exposições, trilhas ecológicas. Centenas de grupos de peregrinos escolheram ir à praia, apesar da sensação térmica próxima dos 10 graus.

O grupo de estudantes da Escuela Jesús María, do qual Lucia Eguiruren, 17, faz parte, divertiu-se na areia e, mesmo depois de anoitecer, mergulharam no mar. “Moramos em Córdoba (Argentina) e muitos de nós não conheciam o mar”, explica. A temperatura baixa não incomodou, habituados com o clima.

Em Luxemburgo há extremos térmicos, com níveis negativos e diferenças podem atingir os 20 graus no mesmo dia. Por isso, onze jovens diocesanos da diocese local, de um grupo de 300, também decidiu entrar no mar sem se importar com o clima. “Nós só vamos no mar em férias”, contou Suse Souza, portuguesa radicada em Luxemburgo há 15 anos. “O bispo organizou um grupo grande e nós viemos”, disse.

As primas Gabriela e Beatriz Franco, do interior de São Paulo, decidiram passar na praia depois de um passeio pela cidade. Gabriela escrevia na areia os nomes dos amigos Renato e João Pedro que não vieram a jornada, para enviar-lhes as fotos pelo celular. “Eles não se inscreveram a tempo”, disse Beatriz, 15, enquanto admirava as ondas. “Olha que linda aquela onda lá trás, Gabi”, comemorou. “Eu gosto da praia a noite porque as ondas são maiores”, disse.

Do outro lado da avenida, cerca de mil jovens da “Família Vicentina” se concentravam desde as 16 horas diante do Hotel Copacabana Palace. Estavam preparando a caminhada dos jovens vicentinos pela paz. A saída prevista para às 18 horas foi atrasada em 40 minutos para que uma rede de TV pudesse transmitir ao vivo. A iniciativa foi planejada na semana anterior no encontro mundial dos vicentinos no interior de Minas Gerais.

— Para conseguirmos a paz precisamos de mais amor e pessoas mais unidas. Os governos também precisam investir em mudanças estruturais para incluir as pessoas mais pobres. Não bastam políticas compensatórias — avaliou o criciumense Inácio Rafael Viana, leigo vicentino.

O grupo caminhou, debaixo de chuva, por um trecho da Avenida Atlântica com bandeiras vicentinas e lenços alusivos à caminhada. Encerraram o ato com uma oração à Virgem Maria.

O vento e a chuva aumentaram, mas centenas de peregrinos permaneciam lá para aproveitar o raro momento em um informal festival da juventude na orla.

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