Protagonismo juvenil na passagem dos Símbolos da JMJ por Monte Serrat

Passagem da Cruz Peregrina deve ser vista como fato religioso mas também político, diz educador

Simbolismo: Jovens da periferia e do centro levam juntos a Cruz da Jornada para dentro da Catedral Metropolitana (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/CNBB Sul 4}

Jovens da comunidade de Monte Serrat, na periferia de Florianópolis, prepararam a celebração com os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Eles também financiaram a infraestrutura e conduziram a cruz até o centro. Evento teve lugar no dia 12 de janeiro no Alto da Caieira.

Antes encerrar, padre Vilson Groh destacou que os jovens tiveram papel decisivo na realização do ato. Além de organizarem o evento, financiaram com dinheiro próprio o material necessário, foram cerca de R$ 1700,00.

— Madre Tereza de Calcutá já disse que a verdadeira doação não é dar o que sobra, mas o que é necessário — citou o padre.

Bruna da Silveira, 17, membro da Comissão Provincial de Juventude dos Maristas avaliou que valeu à pena.

— A passagem da Cruz significa a inclusão de nós jovens que somos carentes de atenção. Também significa a participação, de certa maneira, de muitos jovens que não poderão estar na JMJ — analisou.

Os próprios jovens da comunidade conduziram a Cruz Peregrina na descida do morro até o centro. Jovens visitantes ligados ao Movimento Cursilhos da Cristandade (MCC) e à Pastoral da Juventude também ajudaram. Entre eles, a administradora Talita Nossol, 26, de Rio Negrinho, do MCC, que subiu o morro pela primeira vez.

— Foi indescritível. Você vê tanta coisa aqui. É um contraste muito grande a pobreza cercada por uma vista tão linda da cidade aqui de cima. Espero que a Cruz traga esperança para essas pessoas  — comentou.

Na ocasião da entrega da Cruz na Catedral, o educador do Centro Cultural Escrava Anastácia, Vanildo Luiz Jr, disse que a Cruz é uma oportunidade de unir os jovens do centro e dos bairros centrais com os da periferia.

Os jovens de Monte Serrat e os da paróquia da Catedral, na maioria ligados ao MCC e Comunidade Shalon, levaram juntos os símbolos até interior do templo para a realização da missa com a comunidade local.

— A passagem da Cruz não deve ser vista apenas como um fato religioso, mas também político — declarou ao CNBB Sul 4 Notícias antes de pedir licença para ir na missa.

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