Presos recebem símbolos da JMJ em capela da penitenciária de Florianópolis

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude chegaram à Ilha de Santa Catarina dia 12 de janeiro
Presos levaram símbolos até o interior da Capela São Judas, na qual foi realizada celebração

Presos levaram símbolos até o interior da Capela São Judas, na qual foi realizada celebração (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/CNBB Sul 4)

Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude chegaram à Ilha de Santa Catarina com uma passagem na penitenciária de Florianópolis, dia 12 de janeiro, no início da tarde. Ao todo, 41 internos do Hospital de Custódia participaram a celebração na Capela São Judas, no interior do complexo prisional que inclui também penitenciárias e presídios e femininos e masculinos. Os presos conduziram os símbolos até a capela desde o pátio da instituição.

Um dos reclusos a participar, foi Sérgio Ubirajara Salvador, 37, ele cumpre pena há dois anos e é cozinheiro por profissão. Ele ficou contente com a passagem da Cruz Peregrina e garante que nunca vai deixar a Igreja Católica.

— A espiritualidade é necessária porque sem Deus é complicado quando se está preso — disse.

Os internos do hospital de custódia sofrem, em geral, de problemas mentais o que dificulta a ressocialização. Um agente prisional explicou que muitos deles são abandonados pela família, e mesmo tendo a pena cumprida são mantidos, pela justiça, no hospital por não terem aonde ir.

Para o Padre Ney Brasil, que há 40 anos acompanha apenados, a Igreja não pode esquecer este grupo porque a mensagem de Jesus Cristo foi clara, segundo ele.

— Jesus disse “estive preso e vieste me ver”. A pessoa em necessidade tem prioridade na vida cristã. Desprezar os presos ou ignorá-los não é cristão.

O padre considera que dar oportunidade a eles é fundamental para mudarem de vida porque “a imensa maioria deles tendo uma segunda chance vão corresponder”. Ele explica que a Pastoral Carcerária tenta também ajudar os presos quando são libertos também no seu recomeço. Em relação a esta visita, ele vê como um simbolismo bastante importante.

— Essa visita da Cruz me parece um gesto simbólico muito forte, ainda que tenha visitado apenas o hospital de custódia e a capela — analisa o padre.

Também participaram da celebração, o padre Padre Sávio Ribeiro e uma equipe do site “Jovens Conectados”. Eles trabalham junto à Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A Cruz Peregrina, os Ícones de Nossa Senhora e da Beata Albertina seguiram para o Alto da Caieira, no ponto mais alto da comunidade Monte Serrat, uma das mais importantes comunidades de periferia Florianópolis, próxima ao centro.

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