Peregrinação dos símbolos da JMJ emociona no extremo sul de SC

As paróquias mais ao sul da Diocese de Criciúma receberam a visita que emocionou e trouxe energia para as pessoas que participaram

Camila Generoso, de 26 anos, sentiu uma energia muito forte (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/CNBB Sul 4)

As paróquias da diocese de Criciúma que fazem divisa com o Rio Grande do Sul receberam a visita da Cruz Peregrina da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o Ícone de Nossa Senhora e a pintura da Beata Albertina dia 05 de janeiro. O bispo diocesano, Dom Jacinto Inácio Flach, celebrou missa na igreja matriz de Balneário Gaivota.

A série de passagens começou a tarde na paróquia de Praia Grande, mais ao sul da diocese. Depois de uma celebração diante de igreja matriz, os símbolos seguiram para a comunidade Comunidade Terapêutica “Viver Livre”, a 10 quilômetros do centro. Os 26 dependentes químicos internos e cerca de 50 moradores vizinhos realizaram uma rápida celebração em uma colina onde foi construída uma gruta. Manoel Jairo, fundador da comunidade, chorou ao agradecer a visita, considerada por ele um milagre de Deus.

No caminho de volta para o centro, os moradores da comunidade de Pintada foram surpreendidos por uma parada não planejada dos símbolos, enquanto esperavam a passagem acenando com suas bandeirolas sob a capela para escaparem da chuva que caia. Depois de uma oração e um canto, as cerca de 30 pessoas foram incentivadas pelo secretário executivo do Regional Sul 4 da CNBB, Ademir Freitas, a posarem para uma foto ao lado do caminhão que exibia os símbolos.

Crisleine Alves Mendes, 23, auxiliar de planejamento, revelou-se emocionada com a visita os dois locais.

— A passagem dos símbolos foi muito importante. Eu me emocionei, principalmente na comunidade Viver Livre. É uma coisa que vai acontecer só hoje. A gente tem que aproveitar porque é um momento único – resumiu.

São João do Sul foi a próxima parada. Fogos de artifício e a igreja cheia destacaram a passagem dos símbolos. A comunidade preferiu se revezar para segurar a Cruz ao invés de usar o pedestal. Homens e mulheres de todas as idades deram sua contribuição, que também foi considerada privilégio.

A bancária Camila Generoso Marcelino, 29, disse que foi atraída pela energia da cruz. Ela também ficou emocionada.

— Quando a gente se aproxima da cruz sente toda a energia que ela transmite. É uma energia muito, muito forte. Ela é um símbolo de renovação da nossa fé — revelou.

Uma salva de palmas do povo na igreja matriz de Santa Rosa do Sul recebeu os símbolos conduzidos pelos jovens  da Pastoral da Juventude e da Renovação Carismática Católica da paróquia. A comunidade também se revezou na tarefa de segurar a cruz. Aqui uma Via-Sacra foi animada pelos jovens. Eles lembraram as injustiças sociais, a falta de políticas públicas para a juventude e o consumo de drogas. Eles também denunciaram “falsos profetas que ensinam uma religião desligada do amor ao próximo”

Em Balneário Gaitovas, às 18 horas, o bispo diocesano Dom Jacinto Inácio Flach e centenas de fiéis aguardavam a carreata que somava mais de dez carros das três outras paróquias da comarca. Na homilia, o bispo lembrou que a cruz ali presente é a mesma que desde de 1986 visitou milhões de pessoas nos países que receberam a JMJ. Ele desejou que todos tenham o seu dia-a-dia marcados pela cruz, “mas não uma cruz que vai nos massacrando, e sim, uma cruz que nos liberta” e que tem “vida e esperança”.

A peregrinação na região de Criciúma começou dia 4 e continua até dia 07, quando será entregue à Diocese de Tubarão. Os símbolos da Jornada passaram antes por Lages, nos três primeiros dias do ano. A peregrinação faz parte do calendário da JMJ que acontece no Brasil em julho de 2013.

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