Passagem da Cruz é considerada um milagre na comunidade Viver Livre

Os 26 internos e cerca de 50 moradores dos arredores assistiram ao ato. Localidade fica distante 10 quilômetros do centro de Praia Grande

Internos e moradores vizinhos reuniram-se ao redor dos simbolos da JMJ (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/CNBB Sul 4)

A comunidade terapêutica “Viver Livre” foi um dos destinos de hoje (05/01) dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013. Os 26 internos e cerca de 50 moradores dos arredores assistiram ao ato. A instituição fica distante 10 quilômetros do centro de Praia Grande, no extremo sul de Santa Catarina.

O fundador-presidente, Manoel Jairo, emocionou-se ao segurar a Cruz da JMJ  disposta diante da gruta no topo de uma colina. Ele agradeceu a presença das pessoas e a Deus pela chance de “ajudar os que mais necessitam”.

— Vamos rezar por essa juventude, que não se perca nesse mundo das drogas. Porque sempre tem um Deus para salvar e hoje ele está aqui — disse emocionado.

Para o interno Tiago Mathias, 26, natural de Balneário Gaivota, “a passagem da Cruz pela comunidade é como um milagre” que reforça a relação com Deus, considerado indispensável no processo de recuperação.

— A fé aqui dentro é colocada em primeiro lugar. Sem a fé a gente não chega a lugar nenhum. Então, a cruz para nós traz muita fé — explicou

Jairo, que mantém a comunidade com identidade católica, também vê a passagem dos símbolos como um milagre.

— Estou muito feliz por receber a Cruz da Juventude, uma coisa sagrada que está percorrendo o mundo e eu fui um dos escolhidos. Deus me deu mais essa graça de eu poder estar recebendo ela (sic) e eu só tenho a agradecer — declarou ao CNBB Sul 4 Notícias.

O comunidade existe desde 2006, quando o então caminhoneiro, Manoel Jairo, inspirado pela sua irmã, que possui uma comunidade homonima em Balneário Camboriú, iniciou o tratamento dos primeiros dependentes. Os internos recebem apoio psicológico, participam de atividades ocupacionais e realizam os 12 passos dos Narcóticos Anônimos durante os nove meses de tratamento. Os familiares também recebem palestras para aprenderem a lidar com a situação.

De acordo com o fundador, a reincidência não é superior a 10%. Quase todos voltam à vida normal depois de terem alta. Apesar do sucesso, ele lamenta a dificuldade de obter o mesmo apoio que recebe da Igreja Católica de outros setores da sociedade.

— Estou correndo atrás de mais recursos. Fiz agora a utilidade pública estadual e quero ver se os governos conseguem me ajudar — contou.

CALENDÁRIO

SuMoTuWeThFrSa
 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

 
 « ‹dez 2020› » 

Assine a nossa newsletter

Junte-se à nossa lista de correspondência para receber as últimas notícias e atualizações de nossa equipe.

You have Successfully Subscribed!

Share This