Delegados do 11º Encontro Estadual de CEBs aprovam compromissos por justiça e profecia

Combate a todo tipo de preconceito, defesa da vida e de direitos sociais foram alguns dos compromissos aprovados 750 pessoas em Florianópolis no feriadão da independência
11º Encontro Estadual de CEBs, Florianópolis

750 pessoas de todo o estado refletiram sobre “Justiça e Profecia” em Florianópolis (Foto: Zulmar Faustino)

Combate a todo tipo de preconceito, defesa da vida e de direitos sociais foram alguns dos compromissos assumidos pelos delegados do 11º Encontro Estadual das Comunidades Eclesiais de Base. Cerca 750 pessoas, de acordo com a organização, participaram o evento em Florianópolis, entre 7 e 9 de setembro.

Cinco compromissos constam em uma carta aberta aprovada no final do encontro, o primeiro deles é fortalecer o trabalho através em rede “em busca de direitos para todos para que haja vida plena”. Também se comprometeram a ampliar a discussão e formação aprofundada “no que se refere à intolerância religiosa e a todo tipo de preconceito”. Com olhar atento à juventude, resgatar e fortalecer a sua “identidade como CEBs na defesa da vida”.

Outros dois compromissos são contribuir no fortalecimento das pastorais sociais nas dioceses e apresentar uma síntese do encontro na assembleia regional de pastoral do Regional Sul 4 da CNBB este mês.

O assessor do encontro, o teólogo e padre Benedito Ferraro, concluiu sua participação dizendo que as CEBs também “fazem educação popular e ajudam na tomada de consciência da cidadania”.  Ele defendeu que a experiência das CEBs deve ser divulgada.

—Eu acho que esse é um valor que temos que levar adiante. E como nos disse dom Severino [Clasen, bispo diocesano de Caçador], falar isso para nossos bispos, para nossos padres, para nossas irmãs religiosas e para nossos amigos, companheiros de trabalho e de vida. As CEBs fazem uma nova experiência eclesial — citou. Ferraro relembrou temas que discutidos ao longo do encontro que resultaram nos compromissos e apresentou o poema “Mariama”, de Dom Helder Câmara.

Os delegados ainda aprovaram uma moção proposta por um grupo religioso de matriz africana, que participou do encontro. O documento será enviado a autoridades municipais e estaduais para exigir o fim repressão a cultos afros. De acordo com um líder, a liturgia tem sofrido alteração porque tem sido enquadra nas leis de diversão públicas, não como expressão religiosa.

O encontro foi oficialmente encerrado com uma missa presidida pelo presidente da CNBB, o arcebispo Dom Wilson Tadeu Jönck, durante uma caminhada entre Instituto Federal de Santa Catarina, sede do encontro, e o Alto da Caieira.

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