Padre analisa falhas na comunicão católica em seminário sobre novas mídias

Padre Nandi disse que católicos precisam "aprender a evangelizar sem ser igrejeiros" para atrair não-católicos

O Panorama da Comunicação diante das Novas Tecnologias foi apresentado por padre doutor Domingos Nandi, na tarde de sábado (29) durante o II Seminário Regional de Novas Mídias e Novas Tecnologias, que aconteceu de sexta a domingo em Cocal do Sul e em Criciúma.

Ao iniciar apresentação, o padre destacou que as críticas que faria durante a palestra se seriam por “amor à igreja”.

– As pessoas que me conhecem sabem que eu amo a Igreja – garantiu.

Em seguida, Nandi analisou a evolução da comunicação ao longo do século anterior até os dias atuais, período em que se perdeu a noção do “Sagrado”. Ele vê que esse fenômeno é um insumo para a violência, já que “violência e sagrado estão separados por uma linha tênue”.

– A escola quando deixou de ser “sagrada” para a sociedade, muros precisaram ser erguidos e hoje já existem vigilantes escolares – disse.

Enquanto os símbolos cristãos perderam espaço na sociedade, os seculares, muitos deles com apelo de violência, ganharam espaço e “um substrato com conteúdo religioso”.

– Quem assistiu o último Super Man? Literalmente o filme diz assim: o pai enviou o seu filho ao mundo para que o mundo seja salvo por ele – comentou.

Com relação à comunicação social, o padre analisou que há uma crise de identidade dos católicos, porque algumas vezes não é possível saber “se o programa é católico ou evangélico” ou se é um padre ou pastor que está a falar. Em sua opinião, é preciso preparar o discurso para atingir mais pessoas.

– Nós temos que aprender a evangelizar sem ser igrejeiros. Ser igrejeiros é quando pescamos no mesmo aquário – explicou.

Como exemplo desse tipo de mensagem, ele descreveu uma fotografia em uma exposição em que a filha ajudava alegremente a mãe portadora de necessidades especiais. Também com relação a programas religiosos, ele disse que se impressiona com programas de algumas “seitas”, que convidam para irem até as Igrejas participar pessoalmente do que exibem na TV. O que nem sempre vê na programação católica.

– Os nossos programas religiosos remetem as pessoas para a comunidade? Ou para o compromisso social da fé cristã? – questionou.

Via Internet

As redes sociais hoje, disse o padre, são como uma “volta à aldeia quando todos conversavam acocorados em roda”. Isso acontece porque a comunicação é de muitos para muitos, todos são ao mesmo tempo receptores e emissores. No entanto, essas comunidades são “de iguais”, porque quando há divergências as pessoas podem “dar um clique e sair”, diferentemente das comunidades que se formaram na igreja ao longo do tempo.
– A comunidade cristã é o lugar das diferenças e dos conflitos – ponderou.

Nandi também criticou certas canções feitas por grupos católicos que se desviam da teologia da Igreja, que chegam a dizer que Jesus é “pai” ou atribuem a “Salvação” ao nascimento de Maria.

Ao exibir imagens de espaços litúrgicos, que também são elementos de comunicação, analisou que as lâmpadas frias e tons azuis nas paredes induzem o sono. Em contrapartida, as lâmpadas quentes criam ambientes que favorecem a comunicação da Palavra.

O II Seminário Regional de Novas Mídias e Novas Tecnologias foi promovido pela Pastoral da Comunicação Regional Sul 4 (Santa Catarina) e a diocese de Criciúma.

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