Grupo gaúcho quer a retirada de crucifixos de prédios

Ligas de lésbicas entregará uma petição para que sejam retirados todos os crucifixos dos prédios públicos do Rio Grande do Sul
Deputados estaduais e vereadores de Porto Alegre terão um assunto espinhoso para tratar nas próximas semanas. Um grupo social pretende entregar à Assembleia Legislativa e à Câmara de Vereadores da Capital uma petição para que sejam retirados todos os crucifixos dos prédios públicos do Rio Grande do Sul.

A iniciativa, da Liga Brasileira de Lésbicas no Estado (LBL-RS), é apoiada por outros movimentos sociais e promete levar polêmica às duas casas legislativas. Será tarefa dos parlamentares analisar se é aceitável a presença do maior símbolo cristão em escolas, delegacias, tribunais e outras repartições públicas, cultura já arraigada no meio.

O argumento do grupo é a Constituição Federal, que garante a ampla liberdade de crença religiosa.

– Precisa haver uma separação formal entre Estado e religião. Na medida em que espaços públicos exibem símbolos de uma única crença, desqualificam as outras. É bom que se faça essa discussão – pondera a articuladora da LBL-RS Ana Naiara Malavolta.

Medida pretende afastar religião de decisões

No centro da polêmica levantada pelo grupo está a barreira imposta por políticos religiosos às propostas favoráveis a questões como o casamento homossexual. Ana Naiara acredita que retirar o símbolo cristão dos lugares onde são tomadas as decisões no país, como câmaras de vereadores e assembleias legislativas, é um passo para separar a religião das discussões sobre assuntos como esse.

De outro lado, o padre Leandro Padilha, da pastoral da comunicação da Arquidiocese de Porto Alegre, considera que a presença de crucifixos nos espaços públicos garante que se reflita nos locais sobre “algo maior”. Ele admite que a fixação de símbolos de outras religiões seria uma solução para os descontentes com a predominância católica.

– Acho meio complicado que, em uma sociedade já tão desumanizada, tire-se a presença de Deus. Deve existir diálogo em uma sociedade, entre pensamentos diferentes. Mas ninguém consegue fazer diálogo no vazio – avalia.

Primeiro-secretário da Mesa Diretora da AL, o deputado Alexandre Postal (PMDB) pondera que a energia do Parlamento deveria ser empreendida em outros assuntos, como combate às drogas ou garantia de abrigos a idosos. Ele não crê que o pedido vá prosperar na Casa:

– Aqui no Brasil, somos uma maioria de cristãos, e o crucifixo é o símbolo da religião.

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