WebTV na Igreja requer criatividade, objetividade e formação

Os criativos devem ser procurados na comunidade e se estiverem na Pascom devem ser incentivados, disse Rui Ferrari

O serviço de WebTV na evangelização foi o tema da palestra do jornalista Ruy Ferrari no II Seminário de Novas Mídias e Novas Tecnologias realizado em Cocal do Sul, na Diocese de Criciúma, pela Pastoral da Comunicação (Pascom) da CNBB Regional Sul 4  (Santa Catarina), na tarde de sábado (29).

Ferrari, que é ligado à Pascom em Joinville, iniciou a apresentação expondo a preocupação da Igreja Católica desde algumas décadas atrás em relação aos meios de comunicação. Um dos documentos mais antigos, o documento Communio et Progressio foi publica há 30 ano pelo papa Paulo VI, dizia que a Igreja poderia se arremender de não usá-los. João Paulo II também abordou a questão. Em mais de um momento o papa disse que a mensagem do evangelho deveria ser integrada à “nova cultura”, que hoje é digital.

O uso dos novos meios de comunicação via internet é importante, disse Ferrari, mas destacou que não se deve ter pressa de colher resultados.

– É preciso paciência, é um processo lento e que via longe – avisou.

O jornalista destacou que muitos ambientes podem comportar WebTV, como portais de vídeo e sites colaborativos por exemplo. O importante é sempre levar em consideração alguns aspectos que viabilizem o trabalho, como a formação de agentes e olhar para a comunidade.

– É preciso fazer uma pesquisa na comunidade para saber qual a plataforma mais popular. Não adianta sonhar com uma coisa que o público não pode acessar – alertou.

Os vídeos, segundo ele, podem ser utilizados para várias coisas, como distribuir convites para eventos por videomail, uma modalidade em que vídeos breves e de baixa resolução são enviados por e-mail. O vídeo training pode ser aplicado a todo tipo de público e tema, através de aulas, mini-palestras, orientações e repasses.

– Você pode fazer várias aulinhas e distribuir para as catequistas – sugeriu.

A formação comunitária é bastante útil nessa modalidade. Ele sugeriu se fazer vídeos que mostrem o que é o trabalho o padre, do bispo e do catequista, como forma das pessoas conhecerem melhor a própria Igreja. No entanto, ressaltou que é preciso que os vídeos durem poucos minutos ou até segundos.

– Podemos dizer um monte de coisas em pouco tempo – analisou.

O uso da WebTV na realidade pastoral deve ter algumas características, segundo apresentou Ferrari. Entre elas a possiblidade de baixar os arquivos no computador, ser gratuito e permitir opiniões.

– Tem que ter opinião, nem que seja para o pessoal baixar a lenha. É preciso esse feedback – destacou.

Em relação às questões práticas na produção da WebTV ter criatividade, na opinião do jornalista é fundamental. Os criativos devem ser procurados na comunidade e se estiverem na Pascom devem ser incentivados, já que o trabalho não é si mesmos, para um objetivo muito mais amplo.

– Não podemos esquecer que tudo o que fizermos é por honra e glória de Deus – concluiu.

O seminário sobre novas mídias e novas tecnologias, que reúne sete de dez dioceses de Santa Catarina, no final da manhã de domingo (30).

 

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