Especialista defende uso de evangelização indireta em redes sociais virtuais

Para Borges a evangelização precisa ser um testemunho de vida, assim a outra pessoa vai sendo tocada

O II Seminário de Novas Mídias e Novas Tecnologias, realizado pela Pastoral da Comunicação da CNBB Regional Sul 4, continua hoje hoje (29) em Cocal do Sul, na Diocese de Criciúma. No período da manhã, o especialista em estatística, estratégia e monitoramento do Sistema Canção Nova de Comunicação, de Gustavo Henrique Borges, falou sobre as mídias sociais na internet.

Em comum, essas mídias têm como característica a comunicação “de muitos para muitos”, ou seja, as interações teoricamente infinitas.

– Falar de muitos para muitos, que eu digo, é muita gente falando também para muita gente e essa muita gente está também falando para uma multidão de pessoas. Então não é mais uma comunicação de mão única, mas, uma comunicação de mão dupla – explicou.

Apesar disso, a comunicação direta entre as pessoas é importante, ressalta, citando as palavras do papa Bento XVI.

– [Nas redes sociais] Eu não tenho uma evangelização direta, mas, ao mesmo tempo tenho. O papa Bento XVI falou isso, de que a gente precisa evangelizar uma pessoa individualmente. Por mais que eu tenha dois mil seguidores, tenho que falar para um em especial. Quando você fala diretamente com a pessoa ela se sente importante – acrescentou.

A linguagem da evangelização nestes meios precisa ser bem pensada, defendeu o estrategista de mídias sociais, porque cada uma tem características e linguagens específicas. Uma das formas é usar a evangelização, que ele definiu como “indireta”. Falar de Deus diretamente pode criar resistência inicial a quem não crê.

– Eu trago para a minha experiência o que o papa disse. A evangelização precisa ser um testemunho de vida, assim a outra pessoa vai sendo tocada por isso e vai ter curiosidade de saber o que eu faço, o que eu sigo, quem eu sigo e porque eu sigo.

Borges deu como exemplo a história de uma conversa, que repercutiu no Facebook, entre um médico e sua a paciente que pedia um aborto porque tivera um filho um ano antes. Contrário à prática, o médico sugeriu matar esse filho para que ela continuasse a gestação com segurança.

– Se você procurar, no Facebook, essa história vai encontrar testemunhos de pessoas que não são católicas falando que estavam pensando em abortar, mas, ficaram tocadas e não abortaram. Qual é evangelização direta que diz que aquilo é pecado, ou que Deus não gosta? Não tem isso. A história fala em tirar a vida de um ser humano. Então essa é evangelização indireta – contou.

Ele destacou que as redes mais utilizadas hoje são Facebook, Twitter e Foursquare. Boas opções para iniciar a evangelização na internet.

– Mas, lógico é preciso ter um blog ou um site como base de sustentação do negócio – destacou.

Borges ainda resolveu as dúvidas dos participantes com exemplos práticos através dos próprios sites projetados em um telão.

No próximo período, o jornalista Ruy Ferrari fala sobre o uso da WEB TV como ferramenta de evangelização. Gustavo Henrique Borges volta a falar sobre mídias sociais amanhã pela manhã.

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