A Igreja não precisa de marqueteiros, mas de missionários, diz padre Márcio

Ele também disse as novas tecnologias devem ser usadas com ardor do espírito e que os usuários devem dedicar seu tempo também à oração pessoal

Na noite desta sexta-feira, 28 de outubro, teve início na Diocese de Criciúma o II Seminário de Novas Mídias e Novas Tecnologias. Promovido pela CNBB Regional Sul 4 na Paróquia Nossa Senhora da Natividade, em Cocal do Sul, o evento abordou em sua primeira palestra “A importância da espiritualidade no uso das Novas Mídias e Novas Tecnologias”, com o assessor padre Marcio Vignoli, criador do projeto multimídia Mais Feliz com Jesus e fundador da Comunidade Divino Oleiro, de Florianópolis.

Antes da primeira palestra do Seminário, os participantes foram recebidos com as boas vindas do bispo da Diocese de Criciúma, dom Jacinto Inacio Flach.

– Os meios são essenciais para nossa Evangelização. Vivemos numa mudança de época com maneiras diferentes de pensar, sentir e viver. Se a Boa Nova não tivesse chegado aos corações há dois mil anos, como seria este mundo? Mesmo que não saibamos dominar toda esta tecnologia, temos que participar e viver este espírito, pois a Boa Nova está no coração daqueles que acreditam e participam dela. Que todos os palestrantes sejam muito abençoados e iluminados pelo Espírito – disse, saudando aos cerca de 100 participantes da primeira noite do evento.

O II Seminário de Novas Mídias e Novas Tecnologias conta com a participação do Subsecretário Adjunto de Pastoral da CNBB, padre Francisco de Assis Wloch, que também se pronunciou durante a abertura do encontro. Padre Chico, como é chamado, disse que o objetivo no uso dos meios deve ser o de “atingir e modificar pela força do Evangelho” e chamou a atenção para algumas realidades.

– Os meios de comunicação atingem e modificam, mas não se inspiram no Evangelho. Que este encontro nos ajude a atingir.

Palestra destaca espiritualidade

– As novas mídias podem tornar-se novos centros de espiritualidade, novos aerópagos de evangelização. Elas são apenas novos lugares, e não podem tomar o lugar da espiritualidade, da comunhão e da evangelização. É através do transbordamento da vida fraterna que se dá a comunhão e a evangelização – iniciou o assessor padre Marcio Vignoli.

O palestrante da noite, ao contar um pouco sobre o projeto Mais Feliz com Jesus, conduziu um momento de espiritualização com a leitura de Atos dos Apóstolos e falou sobre a essencialidade que está na perseverança da oração, na comunhão, na fração do pão e na Palavra de Deus – segundo ele, onde se encontram a “verdadeira felicidade”.

– Nós como Igreja, devemos usar os meios de comunicação para gerar comunhão. Aproximar e trazer às pessoas não só à Igreja, mas para si mesmas e para os outros”.

Sobre os perigos oferecidos pelas novas mídias, padre Marcio destacou a preocupação com a comunicação virtual entre pessoas que vivem entre grandes distâncias e a falta de comunicação com quem está “ao lado”.

Disse que as novas tecnologias devem ser usadas com ardor do espírito e que os usuários devem dedicar seu tempo também à oração pessoal e a responsabilidade no comprometimento eclesial, “longe do computador”, para que não caiam no individualismo.

Banalizar e tratar o Evangelho como objeto de marketing é outro perigo.

– A Igreja não precisa de marqueteiros, mas de missionários -, disse.

Padre Marcio disse que a Pastoral da Comunicação deve estar em comunhão com a Pastoral Catequética e a Pastoral Litúrgica.

O assessor finalizou a palestra destacando mais uma vez a essência da espiritualidade na comunicação.

– As antigas mídias sempre serão novas. O Evangelho é sempre Boa Nova. Tão antiga, mas sempre Boa Nova.

Diocese de Criciúma

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