22ª Romaria da Terra e da Água desperta para a consciência ambiental de jovens

Ainda na noite anterior, os jovens realizaram uma vigília para fortalecer o sentido da Romaria, acordar cedo e pegar a estrada

Jovens de Xanxerê viveram a romaria intensamente (Foto: Daiane Servo/Diocese de Chapecó)

Na madrugada de sábado, 5h 40min, sete jovens de Xanxerê (SC) iniciaram uma peregrinação a pé, até Irani (SC) local da 22ª Romaria da Terra e da Água deste ano. A iniciativa da caminhada surgiu em uma conversa informal entre amigos, tendo entre eles alguns propósitos em comum.

Firmada a idéia, os jovens decidiram ousar e testar os seus limites. Como relatou o estudante de filosofia, Marcelo Willian Costa, 22 anos, não houve tempo para preparação física.

– A dificuldade maior é que não tivemos tempo para nos preparar durante a semana, trabalho, universidade… Já participei de outras romarias, mas nenhuma tão distante assim. Esperamos conseguir. Estamos bem motivados -, relatou Marcelo à Agência Sul 4 de Notícias, durante a caminhada.

Verificada a previsão do tempo, após muita chuva em todo o estado, o sol iria brilhar no fim de semana. Ainda na noite anterior, os jovens realizaram uma vigília para fortalecer o sentido da Romaria, acordar cedo e pegar a estrada.

Os 75 quilômetros a percorrer seriam trilhados na BR 282 e 153 a partir do trevo de Irani. Vidas de muitos jovens já foram ceifadas em acidentes neste trecho. O grupo lembra com carinho do padre Adriano Roque Dotti, de 32 anos e do jovem Aldo Padilha, de 22 anos, que em 2007 faleceram após uma colisão na BR 282, próximo a Irani.

A caminhada adquire um valor emocional para os romeiros, onde expressam na faixa carregada durante o trecho percorrido (Estamos contigo) o apoio à recuperação física de um amigo. Passo a passo a coletividade é visível. As brincadeiras e músicas dão um tom descontraído.

Desafio

Jovens encontraram lixo ao longo da rodovia (Foto: Daiane Servo/Diocese de Chapecó)

– Depois do meio dia a gente viu realmente o bicho pegar – contou a xanxereense, Indiana Barbosa, 18 anos acadêmica de ciências sociais.

Dividida entre as mochilas água, energético e frutas não podiam faltar. Nos momentos de oração, antes e durante a peregrinação, os jovens expressam a confiança em Deus, tendo presente durante todo caminho percorrido, a falta de consciência com a mãe terra, principalmente na quantidade de lixo jogada nas rodovias.

Emanuel Sartori da Silva, 21 anos, revelou que diminuir a emissão de gases tóxicos na atmosfera, entre estes o Gás carbônico(CO²) que agrava principalmente o efeito estufa, foi um dos objetivos da caminhada.

– Nossa vida depende muito da vida do planeta, do destino ambiental que tomarmos. Por isso, a ideia é fazer essa caminhada. Não teríamos condições, nem tempo, de fazê-la juntando o lixo, mas temos condições de fazê-la sem agredir o meio ambiente, por isso o não uso de carro ou ônibus.

Em um trecho do percurso o descaso é ainda maior, uma grande quantidade de sacolas beira a rodovia. Isso torna visível que as Mudanças Climáticas hoje, são conseqüências principalmente da visão descartável de meio ambiente, discutiu-se no grupo.

Após cerca de doze horas, o cansaço e o calor da tarde aumentaram. Os jovens andaram 59 dos 75 quilômetros esperados, e precisaram completar o trajeto com uma Van. A viagem terminou às 18h.

No domingo, eles participaram da Romaria nas terras contestadas com os demais peregrinos do estado e região.

– [Estamos] com a certeza de termos dado nosso melhor -, finalizou Indiana.

Agência Sul 4 de Notícias

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