Chegada de dom Severino é acompanhada por expectativas e saudade

Lideranças em Caçador esperam mudanças na diocese. De Araçuaí, lideranças vieram reafirmar seu carinho pelo bispo

A posse do franciscano dom Severino Clasen atraiu centenas de fiéis de diversas regiões do país, para a cerimônia realizada hoje (4) na Catedral de Caçador (SC). Lideranças das dioceses de Araçuaí e Caçador acompanharam com atenção seus primeiros momentos.

Leigos e padres mineiros vieram despedir-se do seu antigo bispo e foram lembrados por ele durante a homilia, aos quais com Severino agradeceu e pediu uma salva de palmas. Em um rápido discurso, o padre Fabrizzio Clemente Fonseca, fez um agradecimento em nome dos padres daquela diocese.

Para a Agência Sul 4 de Notícias, o padre revelou as mudanças que a diocese sofreu durante os seis anos de pastoreio de dom Severino.

– Ele trouxe muita esperança. Ele trabalhou muito no social. Sonhou muito em ver um Vale do Jequetinhonha [no norte de Minas, onde se localiza a diocese] renovado. Mas muitas forças políticas e sociais oprimem, é difícil ir pra frente alguns pensamentos -, contou.

Padre Fabrizzio garantiu que dom Severino deixará saudades, porque demonstrou simplicidade e esteve sempre próximo do povo, que vive em uma das regiões mais pobres do país e tem religiosidade popular muito forte.

– Ele adaptou-se ao nosso alimento, que não tem nada à ver com o do sul do país, com o nosso jeito de ser. Isso marcou nossa vida, vai deixar saudade.

Segundo o padre, dom Severino incentivou a auto-sustentabilidade da diocese e também a ação da Cáritas, das Pastorais Sociais, das CEBs e da Pastoral Familiar para contribuir na mudança da realidade social.

A catequista Aline Sena Carmona, também de Araçuaí, veio prestar sua homenagem. Para a reportagem ela revelou sua admiração por dom Severino, em uma atuação que, segundo ela, resgatou a esperança do povo por uma vida melhor.

– Com o espírito franciscano, ele encarnou a pobreza do Vale do Jequitinhonha, mas ao mesmo tempo afastou todo tipo de miséria do nosso pensamento. Então ele conseguiu resgatar a nossa esperança, um pensamento de vida plena no Vale do Jequitinhonha.

Igreja Missionária para transformar a realidade, foi a proposta de dom Severino para a diocese, contou a catequista. Além disso, ele buscou desde o início organizar o orçamento da ação pastoral.

– Ele propôs uma Igreja auto-sustentável. Nós tínhamos uma diocese que muitas vezes dependia de doações estrangeiras. Nos seis anos que ele esteve lá, com muita dificuldade, ele estabeleceu o equilíbrio financeiro na nossa diocese.

Apesar das dificuldades iniciais e a resistência com as mudanças, hoje a diocese está respirando novos ares, explicou Aline.

– Ele deixou um caminho traçado para uma igreja missionária. Uma igreja missionária que possa transformar a nossa realidade lá -, completou, Aline.

Por outro lado, em Caçador lideranças tem muitas espectativas com relação ao novo governo diocesano. O casal coordenador da Pastoral Familiar, antes da celebração, declarou à Agência Sul 4, que espera mudanças.

– Espero que seja um bom administrador. Porque precisamos de ajuda na diocese -, afirmou Marilene Alves de Ramos.

O seu marido, João Rodrigues de Ramos, concorda. Para ele há coisas a serem ajustadas e para isso, disse que a pastoral familiar está à disposição.

– A prioridade do bispo deveria ser colocar a casa em ordem. Um pastor como ele pode fazer isso. A gente, como Pastoral Familiar, espera trabalhar com ele, estamos a disposição para colaborar.

A jovem Gabriela Paloschi, ligaga ao movimento EJA (Encontro de Jovens Amigos) da catedral, deseja que a juventude esteja entre as suas prioridades.

– Dom Oneres apoiava muito a juventude. Esperamos que o novo bispo apoie ainda um pouco mais. Ainda precisamos de bastante ajuda -, disse.

O prefeito municipal Imar Rocha, também disse o que espera do novo lider católico. Para ele, é importante que o bispo lidere os católicos na busca da justiça social, partindo do nome do próprio bispo.

– O seu nome, Severino Clasen, reúne o nome Severino, comum ao nordestino, comum ao nosso povo. E Clasen, de origem europeia, une todos nós -, analisou Rocha.

Marcelo Luiz Zapelini

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