A família deve ser construída sobre a rocha, defende dom Scherer durante congresso da Pastoral da Sobriedade

Durante sua exposição, dom Scherer disse que a família é fundamental no combate dos conhecidos males provocados pelos entorpecentes

O bispo da diocese de Joinville, dom Irineu Scherer, encerrou a série de palestras do II Congresso Sul Brasileiro da Pastoral da Sobriedade, com o tema “Prevenção e Recuperação” que aconteceu em Jaraguá do Sul (SC), entre os dias 19 e 21 de agosto. Ele falou sobre os desafios da família no mundo de hoje.

Durante sua exposição, dom Scherer disse que a família é fundamental no combate dos conhecidos males provocados pelos entorpecentes, com a dependência e a violência. No entanto, ela própria precisa estar forte.

– A família é a célula primária da sociedade. Quando a família vai bem, consequentemente a sociedade também -, avaliou.

Do seu ponto de vista, o segredo para a sustentação e renovação da família é a vivência do Evangelho.

– A família necessita da ajuda divina e ser construída sobre a rocha. Daí a busca constante da oração, a escuta da Palavra de Deus, vida sacramental e um esforço em viver o mandamento de Cristo do amor e do perdão -, disse o bispo.

Dom Scherer destacou ainda, que o ícone e modelo de toda família humana deve ser a Sagrada Família de Nazaré.

– É importante que toda família cristã olhe para a Sagrada Família com confiança e nela se espelhe. É missão da família, revelar e comunicar o amor decorrente do amor de Deus pela humanidade e do amor de Jesus pela sua Igreja -, defendeu dom Scherer.

Ainda com relação a modelos a serem seguidos, disse que Deus é modelo e exemplo para os pais, porque Ele próprio se revela como Pai.

– Nos Evangelhos, quando o Pai fala sempre tem uma palavra de carinho a proferir para ou sobre seu Filho querido: “Tu és meu Filho muito amado, em ti eu me alegro, em ti está depositado todo nosso amor”, isto é, o Espírito Santo. “Eu o glorifiquei e o glorificarei novamente”. “Este é o meu Filho, ouvi-o” -, citou.

O bispo de Joinville também criticou a sociedade atual. Na sua avaliação, hoje com domínio da técnica, prevalece a banalidade e a superficialidade não apenas no pensamento, mas na própria vida enquanto relação interpessoal.

– Num mundo globalizado, onde o fenômeno da acessibilidade à comunicação nunca foi presenciado na história, crescem e surgem assustadoramente o isolamento e diversas patologias como a depressão e a síndrome do pânico, por exemplo. E não só em termos patológicos, mas as sombras atingem várias áreas da personalidade deixando o homem contemporâneo desnorteado -, argumentou dom Scherer.

Ele também considerou a educação das crianças como uma preocupação prioritária para a formação de adultos saudáveis.

– Nossas crianças, desde a mais tenra infância, são bombardeadas por estímulos tecnológicos e diversões dispersivas em excesso que obstaculizam a maturação de seu desenvolvimento intelectual, psíquico e espiritual.

Como alternativa, sugeriu que os adultos não devem, como fazem hoje, se limitar a mediar passivamente estes estímulos nas crianças.

– Deveriam, enquanto pais e educadores, contribuir ativamente em seu processo educacional. Criando, com efeito, espaços onde elas são instigadas à criatividade, à reflexão e a uma sadia convivialidade social, onde imperam verdadeiros valores humanos, culturais e religiosos.

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