Publicado por CNBB Regional Sul 4 [cnbbsul4] em 29/12/2009
Pastoral da Terra diz que ano termina sem avanços no combate a violência
Os dados deste ano da CPT (Comissão Pastoral da Terra) mostram que os Conflitos no Campo teimam em persistir, bem como a violência, que, mesmo com oscilações nos números, cresce, com uma presença dramática na vida do povo do campo.
― Se formos observar, tivemos menos ocupações, mas os números de assassinatos no campo foram mantidos. Na proporcionalidade, a violência foi maior do que no ano passado ― declarou Dirceu Fumagalli, um dos coordenadores da CPT, a ao Canal Rural.
Segundo a pastoral os totais do período (15 de janeiro a 15 de novembro), apresentam uma diminuição nos números de conflitos – 942 em 2008, 731 em 2009. Já o número de ocupações se manteve praticamente estável: 232 em 2008, 231 em 2009; o de acampamentos apresentou redução, de 37 para 32. Houve um declínio no número de expulsões, de 1.612 para 1.321, mas, em contrapartida, a ação do Estado aumentou em 16,6 % o número de despejos: 9.226 em 2009, 7.913 em 2008. Este número é maior que o total de despejos de todo o ano de 2008, 9.077.
Torturas
O Sul foi a região que apresentou o maior número de casos de tortura, 14 dos 20 registrados em todo o Brasil. Todos eles no Rio Grande do Sul. Também houve um aumento significativo no número de ocorrências de trabalho escravo. Foram 21 ocorrências em 2009, 14 em 2008, de acordo com a CPT.
Este ano os movimentos sociais do campo viram ser criada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), para investigar supostas irregularidades no uso de verbas públicas em assentamentos ligados ao MST (Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra).
Vários projetos ligados ao desenvolvimento de atividades de assistência nos assentamentos já foram prejudicadas pela suspenção de verbas, que teriam irregularidades. Por outro lado, a CPT diz que A CPMI contra a reforma agrária, contra o MST, foi forjada em perfeita sintonia entre os meios de comunicação e os empresários do agronegócio, para criminalizar e tentar desestruturar os movimentos do campo.
― Se formos observar, tivemos menos ocupações, mas os números de assassinatos no campo foram mantidos. Na proporcionalidade, a violência foi maior do que no ano passado ― declarou Dirceu Fumagalli, um dos coordenadores da CPT, a ao Canal Rural.
Segundo a pastoral os totais do período (15 de janeiro a 15 de novembro), apresentam uma diminuição nos números de conflitos – 942 em 2008, 731 em 2009. Já o número de ocupações se manteve praticamente estável: 232 em 2008, 231 em 2009; o de acampamentos apresentou redução, de 37 para 32. Houve um declínio no número de expulsões, de 1.612 para 1.321, mas, em contrapartida, a ação do Estado aumentou em 16,6 % o número de despejos: 9.226 em 2009, 7.913 em 2008. Este número é maior que o total de despejos de todo o ano de 2008, 9.077.
Torturas
O Sul foi a região que apresentou o maior número de casos de tortura, 14 dos 20 registrados em todo o Brasil. Todos eles no Rio Grande do Sul. Também houve um aumento significativo no número de ocorrências de trabalho escravo. Foram 21 ocorrências em 2009, 14 em 2008, de acordo com a CPT.
Este ano os movimentos sociais do campo viram ser criada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), para investigar supostas irregularidades no uso de verbas públicas em assentamentos ligados ao MST (Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra).
Vários projetos ligados ao desenvolvimento de atividades de assistência nos assentamentos já foram prejudicadas pela suspenção de verbas, que teriam irregularidades. Por outro lado, a CPT diz que A CPMI contra a reforma agrária, contra o MST, foi forjada em perfeita sintonia entre os meios de comunicação e os empresários do agronegócio, para criminalizar e tentar desestruturar os movimentos do campo.
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