CPT da Diocese de Tubarão em fase de revitalização
Na primeira reunião da Coordenação Diocesana de Pastoral da Diocese de Tubarão, em 2009, Pe. Aluisio apresentou a proposta de revitalização da CPT, depois de 10 anos de “inatividade”. A proposta foi acolhida por todos os presentes e Pe. Nilo Buss, administrador diocesano, afirmou: “A CPT tem uma grande missão…”
A reflexão sobre Água, Terra e Direitos foi o centro das reuniões em 2009, ao lado da organização prática. Mas várias propostas práticas foram levantadas entre as quais a criação de uma área de preservação ao modelo de laboratório ambiental, no terreno do Seminário, tendo em vista que há uma área de eucalipto e um pequeno córrego morto pela indústria têxtil próxima.
A bandeira maior da CPT na Diocese, neste ano de 2010, foi a luta contra a fosfateira que a Iara e a Vale pleiteiam construir em Anitápolis. A obra é de grande impacto ambiental e humano: 1.800 hectares da terra serão devastados; irão ao ar 483 toneladas de ácido sulfúrico ao ano o que implica chuva ácida no triângulo Florianópolis-Lages-Laguna. E muito mais poderemos citar. Talvez o que mais pese para Laguna é o ácido fluorídrico que será lançado no Rio Pinheiro-Braço do Norte-Tubarão, vindo a ser depositado no Complexo Lagunar, expondo ao risco direto mais de 10 mil pessoas.
A CPT esteve presente nas audiências públicas de Braço do Norte e Laguna com expressiva participação. Para que o povo dissesse NÃO à fosfateira promoveu um abaixo-assinado totalizando 6.188 assinaturas. O que significa dizer que o povo compreendeu os perigos da fosfateira e, prontamente, manifestou-se dizendo NÃO!
Há muito o que fazer mas sentimos dificuldades no acolhimento de alguns padres e na equipe que ainda está frágil e pequena (em média 12 participações por reuniões). No entanto, é uma equipe lutadora e muito consciente.
Recentemente recebemos a visita da Coordenação Regional da CPT: Ivonete, Elena e Alzira, que nos encheu de esperanças e motivação para continuarmos a caminhar como Igreja rumo ao infinito, com os excluídos, os agricultores e pescadores artesanais.
Pe. Aluisio Heidemann Jocken, pela equipe da CPT Diocesana.