Histórico

Em 18 de março de 1969, quando no 1º Encontro do Episcopado de Santa Catarina, Dom Afonso Niehues, então arcebispo de Florianópolis, manifesta interesse na criação de um Regional próprio em Santa Catarina. A ideia que é bem recebida entre os presentes, provoca o envio de solicitação para que a CNBB em sua Assembleia Regional aprove a criação do Regional ainda naquele ano. O pedido acaba, porém, sendo apreciado pela Comissão Central da CNBB, que em 28 de setembro envia o deferimento da solicitação, nomeando o novo Regional como “CNBB Regional Sul 4”.

Durante a Assembleia da CNBB Regional Sul 3 (Rio Grande do Sul / Santa Catarina), realizada em Lages, entre 16 e 23 de novembro, são dados os primeiros passos práticos para a criação do novo Regional. O processo é rápido. Já no primeiro dia útil do ano seguinte, acontece a instalação da CNBB Regional Sul 4. Dom Afonso é eleito presidente, o que se repete sucessivamente até 1986. A primeira sede do Regional é um prédio cedido pela Arquidiocese, no centro de Florianópolis (Praça Getúlio Vargas).

Os anos ‘70

Os anos seguintes são de organização e fortalecimento das Dioceses, Pastorais, Organismos e Serviços como um Regional. Um trabalho mais voltado para dentro da própria organização. Um retrato histórico desse período de florescimento foi escrito pelo padre Élcio Ribeiro, uma narrativa datada do ano de 1986.

Instalada a CNBB Regional Sul 4, nos seus primeiros anos, aprofundam-se o entusiasmo febril de renovação do clero e dos seminários, surgem movimentos eclesiais envolvendo gente de classe média, tipo Cursilhos de Cristandade e Movimento de Juventude, impulsiona-se a renovação da liturgia e a catequese, multiplicam-se as Assembleias Regionais de Pastoral.

As seis primeiras assembleias da CNBB Regional Sul 4 foram um olhar ‘ad intra’, num tempo de forte colegialidade e unidade dos bispos, com estudos e planejamentos uniformizados da Igreja olhando para si e, por vezes, também o ‘mundo’, não tanto para transformá-lo, mas conhece-lo.

O período é de busca pela capacitação técnica. Já nos primeiros Planos de Ação existem indicações de uso de recursos técnicos como ‘globogramas’ e de cursos de formação para agentes interagirem com os meios de comunicação social, inclusive produzindo ‘noticiosos’ para TV, Rádio e Jornal, além da criação de ‘Escolas de Criatividade’.

A década de ‘80

Os anos 80 iniciam com um Regional mais aberto para sociedade, ao mesmo tempo em que busca uma identidade dentro da realidade em que está inserido. O objetivo geral da ação pastoral da época fala justamente sobre isso: ‘Despertar todo homem e o homem todo para uma vida de Igreja onde cada um assuma a missão de anunciar o Reino pela Palavra, pela celebração do Mistério cristão na vida e pelo testemunho através de uma evangelização libertadora que leva à comunhão e a participação’.

Nesta época, despertar e formar CEBs, através dos Círculos Bíblicos e formação de agentes de pastoral em todos os níveis são prioridades que acompanham o objetivo geral até 1984, quando há um a acréscimo: ‘Desenvolver a Pastoral Social – CPT, CPO, CJP, CIMI, CPP, CPS, etc. – com ênfase especial a CPT e CPO’. O que impulsiona o fortalecimento do trabalho de base, além do protagonismo dos leigos em novas frentes de evangelização com o viés libertador previsto no objetivo geral.

A década termina com uma importante novidade, o ‘planejamento participativo’, empregando a metodologia ‘ver-julgar-agir-avaliar’, revisando a práxis pastoral, ‘avaliando o homem catarinense no seu contexto de dominação e empobrecimento, valorizando a participação do leigo’, como se lê no 8º Plano de Pastoral (1990-1994).

Todo o ano de 1987 foi ocupado para o processo de avalição-planejamento. Acontecem cursos sobre este planejamento, além da publicação de livro e de uma ampla pesquisa da realidade sócio-pastoral que envolveu as Dioceses, grupos de Igreja, Movimentos e Associações Populares.

O processo culminou na XX Assembleia Regional de Pastoral (ARP), em que foram revistos, emedados e referendados os textos surgidos durante esta ampla consulta. O que por fim originou o compendio de vários documentos, entre eles o mapa sócio-pastoral, o diagnóstico da realidade sócio-cultural, além do marco doutrinal da Igreja na CNBB Regional Sul 4.

Os anos ‘90

O Oitavo Plano de Pastoral (1990-1994), aprovado no dia 18 de janeiro de 1990, quando presidia a CNBB Regional Sul 4, Dom João Oneres Marchiori, então bispo de Lages, volta a ser discutido em Assembleia e nas reuniões do Conselho Regional de Pastoral. Em 1995, a 28ª ARP, estudou e aprovou as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja em Santa Catarina para o período de 1996 a 1999. O documento substitui o Oitavo Plano de Pastoral e orienta o trabalho pastoral regionalmente. O Projeto Rumo ao Novo Milênio dá a tônica para o trabalho pastoral no final da década.

Em 1995, a CNBB Regional Sul 4 mudou-se para uma nova sede (onde permanece até a presente data), num prédio da Fundação Dom Jaime de Barros Câmara, junto ao ITESC, em Florianópolis, onde está também a Secretaria Regional da Cáritas Brasileira, da Pastoral da Saúde, Pastoral da Juventude, Comissão Pastoral da Terra, Comissão Indigenista Missionária, Tribunal Eclesiástico e a Matriz da Fundação Dom Jaime de Barros Câmara.

A CNBB Regional Sul 4 chega ao final dos anos 90 com uma estrutura organizativa operacional mais ampla. Anualmente realiza-se uma Assembleia Geral. Três vezes por ano reúne-se o Conselho Regional de Pastoral. Uma equipe de Coordenação de Pastoral a cada mês. A equipe de economia reúne-se três vezes por ano.

A primeira década no Novo Milênio

Começamos o novo milênio, elegendo uma prioridade: Grupos de Reflexão e Família. Esta decisão exigiu a realização de muitos encontros e seminários sobre o tema.

Em 2003 a 36ª ARP tem o papel de encaminhar a elaboração das Diretrizes da Igreja em Santa Catarina, cujo documento substituirá o Plano de Pastoral. A sua produção é encerrada na Assembleia seguinte, após uma ampla consulta às bases. Das 10 coordenações diocesanas retornaram 90% dos questionários enviados e representam 64,28% do total das respostas. Das Pastorais, Serviços e Organismos retornaram 12,5% dos questionários enviados e representam 35,72% do total de respostas.

Como prioridades, no âmbito da Pessoa, a Visitação e Acolhida; no âmbito da Comunidade, os Grupos de Reflexão e Família; e no âmbito da Sociedade, as Pastorais Sociais, com destaque para a 4ª Semana Social Brasileira. A estrutura e as prioridades são mantidas nas Diretrizes aprovadas durante a 41ª ARP.

Atualmente

Em 2015 iniciou-se o processo de elaboração do novo Plano de Pastoral do Regional Sul IV da CNBB. Inspirados nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2015-2019 e em consonância com elas, seguiu-se basicamente seu esquema e adotou-se o método VER, JULGAR e AGIR. O Plano Regional de Pastoral 2016-2019 foi aprovado no Conselho Regional de Pastoral reunido em Rio do Oeste nos dias 19 e 20 de novembro de 2015, fruto do trabalho realizado pelo conjunto das Dioceses e da Arquidiocese que compõem o Regional Sul 4 da CNBB.

O Primeiro capítulo chama a atenção sobre as “Marcas do nosso tempo”. Procurou-se conscientizar da realidade em que estão envolvidos e à qual são enviados os discípulos missionários para anunciar os valores do Evangelho do Reino. Sabe-se, porém, que essa mesma realidade, por ser muito mais complexa do que parece, requer constante atitude de diálogo e discernimento para perceber, a cada instante, os sinais da manifestação da vontade de Deus.

O Segundo capítulo lança a Luz, que é a Pessoa de Jesus Cristo e sua Palavra, sobre a realidade. Com o propósito de serem fiéis àquele que os envia, desejosos de fazerem a vontade do Pai e na docilidade ao Espírito Santo, buscou-se a “sabedoria do alto”. Quiseram, “em vez de diagnósticos desalentadores, dar remédios cheios de esperança” (Paulo VI, 7.12.1965) para não trair o Evangelho e não correr o risco de trabalhar em vão.

O Terceiro capítulo começa com o Objetivo Geral, adotado das DGAE – 2015-2019. Seguem, então, os Projetos de Ação, segundo as urgências da Ação Evangelizadora, também propostas pelas DGAE. Essas urgências pedem e promovem um agir sinodal que, para além de “afirmar o amor, torna-o visível e palpável. Aliás, o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata. Por sua própria natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam na atividade de todos os dias” (MV, n. 9).

Portanto, que o novo Plano Regional de Pastoral 2016-2019 favoreça e estimule a “missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que através de nossa vida e ação deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa” (MV, n. 12), a partir das Diretrizes aprovadas pela Assembleia Geral da CNBB do Brasil.

Presidentes do Regional

Share This
Assine a nossa newsletter

Assine a nossa newsletter

Junte-se à nossa lista de correspondência para receber as últimas notícias e atualizações de nossa equipe.

You have Successfully Subscribed!