O que há em comum entre Nossa Senhora Aparecida e o uniforme azul da seleção brasileira?

Faltam 6 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2018. Dentro de alguns dias os olhos do mundo estarão voltados para a Rússia, país escolhido para sediar o evento que reunirá 32 seleções de futebol a partir do dia 14 de junho. No Brasil, timidamente, o verde e amarelo começa a tomar conta das ruas e do pensamento de milhares de pessoas que, na alegria, acompanham fervorosos os jogos. Como de costume, o uso do uniforme da seleção brasileira se espalha por todo o país.

Embora o uniforme mais conhecido da seleção brasileira de futebol seja o da camisa amarela, o ‘manto canarinho’, não foi este o primeiro vencedor de uma Copa do Mundo, e sim o número 2, o da camisa azul, uma história que tem estreita ligação com a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Até a Copa de 1950, quando o Brasil perdeu a final para o Uruguai em pleno Maracanã, o uniforme da seleção era com camisas brancas, o qual logo foi abandonado após aquela derrota. Então, em 1953, o jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro (RJ) decidiu fazer um concurso para escolher o novo uniforme da seleção, sendo o vencedor o modelo desenhado por Aldyr Garcia Schlle, a camisa amarelo ouro com detalhes verde, calções azuis e meias brancas.

Este uniforme vinha sendo usado até a final da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. A seleção brasileira de futebol seguia em uma boa campanha no Mundial, com muitos craques no time, entre os quais Pelé. Assim, chegou à sua segunda final em uma Copa do Mundo, justamente contra os donos da casa, os suecos, que também usavam uma camisa amarela como uniforme.

Após um sorteio, ficou decidido que a seleção da Suécia jogaria com a camisa amarela e caberia ao Brasil entrar em campo com um uniforme número 2. Mas, sem um uniforme reserva na mala, a solução foi recorrer ao improviso. Às pressas, a comissão técnica teve que comprar um lote de camisas azuis em Estocolmo, cidade sueca, e passar a noite costurando os números e os escudos nas camisas.

Havia ainda outro problema, o receio de jogar sem a “amarelinha” e reviver aquela derrota de 1950. Diante disso, entrou em ação a fé do chefe da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho. Aos jogadores, ele disse que não precisavam se preocupar, pois iriam jogar de azul, a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida.

Assim, a seleção brasileira entrou em campo com a camisa azul e venceu a Suécia por 5 a 2, conquistando pela primeira vez o título de campeã da Copa do Mundo, com as bênçãos da Mãe Aparecida.

CNBB Sul 4 com informações da Agência de Notícias ACI Digital

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