Escola de Música Ritual Litúrgica ensina sobre o Ciclo do Natal, em sua primeira etapa

A primeira etapa, sobre o ciclo do Natal, aconteceu em Lages, 15 a 17, com a participação de 94 músicos, musicistas e agentes de liturgia de nove dioceses de Santa Catarina.

“Quando a música está intimamente ligada com a ação litúrgica e conectada com o mistério que celebramos, aí não cantamos mais na liturgia, mas cantamos a própria liturgia”, ensinou Arnaldo Antônio de Souza Temochko, especialista em música ritual, na Escola de Música Ritual Litúrgica, do Regional sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo ele, além da técnica musical é preciso que os músicos conheçam o sentido teológico e litúrgico do Natal para, só então, cantarem nas celebrações. “A música é serva da liturgia. Então, só dá para escolher bem uma música, quando se compreende bem a liturgia”, pontuou. O grupo de música descobre a música certa quando entende bem o rito e entende o ano litúrgico como um caminho espiritual. “Quando o repertório é bem escolhido e é bem executado, nos ajuda a rezar e a estarmos mais perto do mistério que a gente celebra”, indicou.

Ciclo de Natal

No Natal, a música é mais festiva, porque é um tempo de festa na liturgia, enquanto no advento a música é mais sóbria, porque é um tempo de guarda para a grande celebração que é a Páscoa de Jesus: quando o Verbo se fez carne.

— Uma diferença entre a Páscoa e o Natal, por exemplo, é que o advento é diferente da Quaresma. A quaresma acentua mais a conversão, advento, acentua o sentido de espera Daquele que vai chegar —, explicou.

Esta etapa analisou a música no contexto do documento Sacrosanctum concilium (número 112) e das “Orientações para a Celebração da Palavra de Deus”, o documento 52 da CNBB.

— O Concílio Vaticano II afirma que a música é parte integrante da Liturgia, mas nós já tivemos na história da Igreja, época em que se quis tirar a música, porque se dizia que a música atrapalhava e distraia. Realmente, quando a música não está ligada com a ação litúrgica, não está ligada com o mistério que a gente celebra, ela é um adereço externo colocado na celebração —, pontuou o especialista.

A formação ofereceu um estudo antropológico, litúrgico e mistalógico (relativo a arte de da iniciação ao mistério da Páscoa de Cristo), além do ensaios musicais. De acordo como coordenador da Comissão Regional de Liturgia, padre Claudir Meoti, a ideia é ir além da técnica. “Podemos ser muito bons tecnicamente, mas não saber o que estamos cantando na liturgia”, analisou.

As próximas etapas da escola abordarão o Ciclo da Páscoa, 02 a 04 de setembro, o Tempo Comum, 21 a 23 de março de 2017 e Santoral e Sacramentos, de 01 a 03 de setembro de 2017.

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